A SLB (ex-Schlumberger), maior prestadora de serviços para o setor de petróleo e gás do mundo, registrou receita de US$ 9,14 bilhões no segundo trimestre de 2026, um aumento de 4% em comparação ao mesmo período de 2025. O resultado foi impulsionado pelo crescimento das atividades offshore e pelo avanço em data centers, que estão ampliando a demanda por soluções de energia e resfriamento da companhia.
Desempenho por segmento
No segmento de produção, a receita cresceu 6%, para US$ 4,2 bilhões, beneficiada pelo aumento da atividade no Golfo do México e no Brasil. Já a divisão de reservatórios e perfuração registrou alta de 3%, para US$ 3,8 bilhões, com destaque para o Oriente Médio e a Ásia. O segmento de sistemas e equipamentos de superfície teve receita de US$ 1,14 bilhão, estável ante o ano anterior.
Data centers como novo motor
A empresa destacou que a receita com data centers cresceu 40% no trimestre, atingindo US$ 400 milhões. A SLB fornece sistemas de resfriamento e gerenciamento térmico para centros de dados, que demandam alta eficiência energética. Segundo o CEO Olivier Le Peuch, "a digitalização e a inteligência artificial estão gerando uma demanda sem precedentes por infraestrutura de data centers, e nossa tecnologia está bem posicionada para atender a esse mercado".
Perspectivas
A SLB manteve a projeção de crescimento da receita para 2026 entre 8% e 10%, impulsionada por contratos de longo prazo no offshore e pela expansão dos data centers. A empresa também anunciou um programa de recompra de ações de US$ 2 bilhões e um aumento de 10% no dividendo trimestral, para US$ 0,275 por ação. As ações da SLB subiram 2,3% na Bolsa de Nova York após o anúncio dos resultados.



