O robô policial DubBot, utilizado pela cidade de Dublin, Ohio, nos Estados Unidos, foi desativado após quase dez meses de operação sem registrar uma única ocorrência relevante. Durante todo o período do programa piloto, o equipamento não realizou prisões, não emitiu multas e não identificou incidentes de segurança. O investimento total no projeto foi de mais de US$ 67 mil.
Funcionamento do DubBot e expectativas iniciais
Desenvolvido pela empresa Knightscope, o DubBot é um robô autônomo de patrulhamento equipado com câmeras e sensores. A expectativa era que ele auxiliasse a polícia local na prevenção de crimes e no monitoramento de áreas públicas. No entanto, segundo o chefe de polícia de Dublin, a tecnologia não correspondeu ao esperado. “Esperávamos que o robô pudesse dissuadir atividades criminosas e fornecer uma presença adicional de segurança, mas os resultados práticos foram praticamente nulos”, afirmou.
Custo-benefício questionado
O valor de US$ 67 mil gasto no programa incluiu a aquisição do equipamento, manutenção e suporte técnico. Especialistas em segurança pública apontam que o custo elevado não se justifica diante da ausência de resultados. “Investir dezenas de milhares de dólares em um robô que não contribui para a segurança efetiva é um desperdício de recursos públicos”, comentou um analista de políticas de segurança. A decisão de desativar o DubBot reacendeu o debate sobre a eficácia da automação na segurança pública.
Reações e próximos passos
A população de Dublin recebeu a notícia com opiniões divididas. Enquanto alguns consideram a experiência um fracasso, outros acreditam que a tecnologia ainda pode ser aprimorada. A prefeitura informou que não há planos imediatos para adquirir novos robôs policiais, mas que continuará avaliando inovações tecnológicas para a segurança. O caso de Dublin serve como alerta para outras cidades que consideram implementar soluções similares.



