A Braskem registrou uma queda de 8% nos volumes de resinas vendidas no Brasil durante o segundo trimestre de 2026, comparado ao mesmo período do ano anterior. O desempenho reflete a desaceleração da demanda doméstica e a maior pressão competitiva no mercado petroquímico.
Detalhes do resultado
Segundo relatório divulgado pela empresa, as vendas de resinas somaram 450 mil toneladas no período, ante 489 mil toneladas no segundo trimestre de 2025. A retração foi generalizada entre os principais produtos, incluindo polietileno, polipropileno e PVC.
Impacto financeiro
A queda nos volumes contribuiu para uma redução de 12% na receita líquida da unidade de química básica da Braskem no Brasil, que totalizou R$ 5,2 bilhões. O EBITDA do segmento recuou 15%, para R$ 1,1 bilhão, impactado também por margens mais apertadas.
Cenário de mercado
O resultado reflete o cenário de menor atividade industrial no Brasil, especialmente nos setores de construção civil e embalagens, que são grandes consumidores de resinas. Além disso, a maior oferta de produtos importados, principalmente dos Estados Unidos e da Ásia, pressionou os preços domésticos.
Em nota, a Braskem afirmou que segue monitorando as condições de mercado e ajustando sua produção para alinhar oferta e demanda. A empresa prevê uma recuperação gradual no segundo semestre, impulsionada por safra agrícola e pela retomada de projetos de infraestrutura.



