Porsche cortará mais de 5 mil empregos após colapso nas vendas na China
Porsche cortará mais de 5 mil empregos após colapso na China

A Porsche comunicou nesta segunda-feira, 27 de julho, que eliminou mais de 5.200 postos de trabalho em todo o mundo, citando o colapso das vendas na China como o principal motivador. A medida representa uma redução de aproximadamente 14% da força de trabalho global da montadora alemã, que empregava cerca de 37 mil pessoas.

Colapso no mercado chinês

Segundo a empresa, as vendas na China caíram 28% no segundo trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior. O país, que era o maior mercado individual da Porsche, sofreu com a desaceleração econômica e o aumento da concorrência de marcas elétricas locais, como BYD e NIO.

"A China representava cerca de um terço de nossas entregas globais, mas as condições de mercado se deterioraram rapidamente", afirmou o diretor financeiro da Porsche, Lutz Meschke, em teleconferência com investidores. A empresa não forneceu projeções para a recuperação no curto prazo.

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Impacto na produção e nos empregos

Os cortes afetarão principalmente as fábricas em Stuttgart e Leipzig, na Alemanha, além de unidades nos Estados Unidos e no Reino Unido. A Porsche também reduzirá temporadas de produção e encerrará contratos temporários. A montadora estima que as demissões gerarão uma economia anual de cerca de 1,2 bilhão de euros.

"Esta é uma decisão dolorosa, mas necessária para alinhar nossa estrutura de custos à nova realidade do mercado", disse o CEO Oliver Blume em comunicado oficial. Os sindicatos alemães prometeram resistir aos cortes, mas a empresa argumenta que a reestruturação é inevitável para manter a competitividade.

Reação do mercado e perspectivas

As ações da Porsche caíram 4,5% na Bolsa de Frankfurt após o anúncio, acumulando perda de 35% no ano. Analistas do setor apontam que a montadora não foi a única a sofrer com a China: BMW e Mercedes-Benz também reportaram quedas nas vendas, mas em magnitude menor.

A Porsche afirmou que continuará investindo em veículos elétricos e híbridos, mas não descarta novas medidas de redução de custos caso o mercado chinês não se recupere. A empresa espera que o lançamento do SUV elétrico Macan EV, previsto para 2027, ajude a impulsionar as vendas, mas reconhece que o cenário permanece incerto.

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