Paulo Bacchi revela o que sustenta uma marca de luxo por 50 anos
Paulo Bacchi e o segredo de uma marca de alto padrão

A designer Andria Tagliari estreia sua coluna com uma entrevista exclusiva com Paulo Bacchi, empresário à frente da Artefacto, uma das marcas mais icônicas do mobiliário de alto padrão no Brasil e nos Estados Unidos. Na conversa, Bacchi discute os fundamentos que permitem a uma marca atravessar cinquenta anos de tendências sem perder identidade: propósito acima de moda, a engenharia que o cliente não vê e o momento em que o design brasileiro deixou de ser exótico para ser desejado.

Propósito acima das tendências

Para Bacchi, o segredo da longevidade de uma marca de luxo está em ter um propósito claro que transcenda ciclos passageiros. "Não adianta seguir cada moda se isso significa abandonar sua essência", afirma o empresário. Ele explica que a Artefacto sempre priorizou a solidez de seus valores em vez de se render a movimentos efêmeros. Esse compromisso com a identidade permitiu que a marca se mantivesse relevante por meio século, mesmo em um setor onde as preferências dos consumidores mudam rapidamente. A consistência na entrega de qualidade e na comunicação visual foi apontada como um diferencial competitivo.

A engenharia invisível ao cliente

Outro pilar destacado por Bacchi é o cuidado com a estrutura que o consumidor final não percebe. "O que sustenta um produto de luxo não é apenas o design visível, mas toda a engenharia por trás: materiais selecionados, processo de fabricação e acabamento impecável", diz. Ele ressalta que a Artefacto investe pesadamente em pesquisa e desenvolvimento para garantir que cada peça tenha durabilidade e conforto, aspectos que nem sempre são imediatamente notados, mas que constroem a confiança do cliente ao longo do tempo. Esse foco nos detalhes invisíveis é o que separa uma marca verdadeiramente premium de uma que apenas aparenta ser.

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Design brasileiro: de exótico a desejado

Bacchi também comentou a evolução da percepção do design brasileiro no mercado internacional. "Antes, o design do Brasil era visto como algo exótico, uma curiosidade. Hoje, é desejado por sua autenticidade e inovação", afirma. Ele credita essa mudança à maturidade do setor e à capacidade de designers brasileiros de combinar referências locais com linguagem contemporânea. Nos Estados Unidos, onde a Artefacto possui lojas, a marca conseguiu se posicionar como sinônimo de sofisticação tropical, atraindo clientes que buscam peças únicas com identidade forte. Essa valorização abriu portas para que mais empresas brasileiras de luxo ganhassem espaço no exterior.

A coluna de Andria Tagliari promete trazer mensalmente entrevistas com nomes influentes do mercado de luxo, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, explorando estratégias, visões e os bastidores de um setor em constante transformação. A estreia com Paulo Bacchi já estabelece um tom de profundidade e análise que deve cativar leitores interessados em negócios, design e comportamento de consumo.

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