A Paramount Skydance Corp. está disposta a se desfazer de sua joint venture de distribuição de filmes com a Universal Pictures para mitigar preocupações antitruste da União Europeia relacionadas à aquisição da Warner Bros. Discovery, avaliada em US$ 110 bilhões. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (25) por uma fonte familiarizada com o assunto à Reuters.
Proposta será apresentada na próxima terça-feira
A proposta, que surge após uma reunião com os órgãos de defesa da concorrência da União Europeia, será formalmente apresentada na próxima terça-feira, segundo a fonte. Isso estenderia o prazo preliminar da Comissão Europeia, inicialmente previsto para 7 de julho, em 10 dias úteis, passando para 21 de julho.
Mudança de estratégia em relação a canais menores
A Reuters havia noticiado com exclusividade em fevereiro que o acordo obteria facilmente a aprovação da UE, com a Paramount disposta a vender canais menores, como suas marcas infantis, se necessário. No entanto, essa possibilidade agora está descartada, pois não foram identificados problemas nesse sentido, de acordo com a fonte.
A venda da joint venture de distribuição cinematográfica com a Universal Pictures poderia aliviar as preocupações manifestadas pelos exibidores de cinema europeus, que temiam concentração de mercado.
Paramount não comenta processos regulatórios
Um porta-voz da Paramount afirmou que a empresa não comenta processos regulatórios em andamento.
Análise sob Regulamento de Subsídios Estrangeiros
O negócio também está sendo avaliado em um processo separado sob o Regulamento da UE sobre Subsídios Estrangeiros, devido ao envolvimento do Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita, da L'imad Holding Company de Abu Dhabi e da Autoridade de Investimento do Catar no financiamento da oferta. Espera-se que a Paramount obtenha aprovação incondicional nesse âmbito.
Aprovação nos EUA e ação judicial estadual
O Departamento de Justiça dos EUA aprovou a aquisição na semana passada, afirmando que é improvável que ela prejudique a concorrência ou os consumidores. No entanto, Califórnia, Nova York e outros estados norte-americanos estão preparando uma ação judicial para bloquear o acordo, conforme fontes familiarizadas com o assunto informaram à Reuters.



