A Panasonic anunciou o encerramento definitivo da produção de televisores em sua fábrica na Malásia, uma unidade que operava há mais de três décadas. Com isso, a empresa japonesa reduz sua presença fabril no setor a uma única planta, localizada em Taiwan. A medida faz parte de um plano de reestruturação global para se adaptar às mudanças no mercado de eletrônicos, marcado pela forte concorrência de fabricantes chineses e coreanos.
Detalhes do encerramento
A fábrica malaia, situada em Penang, empregava cerca de 2 mil trabalhadores e produzia principalmente TVs de LCD e LED para os mercados do Sudeste Asiático, Oceania e Oriente Médio. A produção será gradualmente transferida para a unidade de Taiwan, que também atende a demanda doméstica japonesa. A Panasonic não divulgou o número exato de demissões, mas afirmou que oferecerá pacotes de indenização e recolocação profissional.
Impactos no mercado global
A saída da Malásia reflete a estratégia da Panasonic de concentrar esforços em segmentos de maior valor agregado, como televisores premium e sistemas de entretenimento. A empresa enfrenta queda nas vendas de TVs desde 2010, quando perdeu a liderança global para a Samsung e a LG. Atualmente, a participação da Panasonic no mercado global de TVs é inferior a 5%, segundo analistas do setor.
A unidade de Taiwan, localizada em Taoyuan, deve absorver a capacidade de produção extra e continuar fornecendo componentes para outras marcas. A Panasonic também mantém parcerias com fabricantes contratados no Vietnã e no México, mas a produção própria de TVs se torna cada vez mais enxuta.
Reações e perspectivas
O governo malaio lamentou a decisão, mas reconheceu as dificuldades do setor. O vice-ministro do Comércio Internacional afirmou que a Malásia continua atrativa para investimentos em tecnologia, especialmente em semicondutores. A Panasonic, por sua vez, destacou que continuará presente no país com outras linhas de produtos, como baterias e equipamentos industriais.
Especialistas apontam que a tendência é de consolidação no mercado de TVs, com as marcas japonesas perdendo espaço para concorrentes de menor custo. A Sony, por exemplo, já terceiriza toda a produção de TVs. A Panasonic ainda não sinalizou se seguirá o mesmo caminho.



