Origem Energia pode ser vendida em 2026 ou abrir capital em 2027
Origem Energia pode ser vendida em 2026 ou fazer IPO em 2027

A Origem Energia, empresa de extração e processamento de gás natural e geração de energia, pode ser vendida no segundo semestre de 2026 ou realizar uma abertura de capital (IPO) possivelmente em 2027, segundo fontes. A companhia tem praticamente todo o seu capital (96%) em fundos da Prisma Capital, e a movimentação ocorre em meio a uma estratégia de saída total ou parcial de seu principal investidor. A Farallon Latin America é um dos cotistas do fundo da Prisma. O valor da transação ainda não foi definido e os trabalhos estão em andamento.

Processo de avaliação e interessados

A empresa contratou o Bradesco BBI para avaliar alternativas estratégicas ao fundo e já há conversas com diversos interessados locais, como Âmbar Energia (braço do grupo J&F) e Eneva (do BTG Pactual), além de empresas estrangeiras interessadas em se posicionar no Brasil e fundos estratégicos e de private equity. O processo começou há duas semanas e avança na próxima semana com um non-deal roadshow, apresentação para investidores em Nova York e Londres, para testar o apetite dos estrangeiros para um IPO.

Crescimento acelerado e projetos

A Origem vive um momento de aceleração do crescimento, conduzindo projetos importantes como a construção de sete termelétricas e expansão não orgânica. O investimento nessas usinas visa atender contratos conquistados no leilão de reserva de capacidade (LRCap) realizado em março de 2025, voltado para segurança energética. As usinas somam 370 megawatts (MW) de capacidade instalada e devem entrar em operação entre 2028 e 2029, impulsionando receita e Ebitda da companhia. Em 2025, a Origem gerou um Ebitda de R$ 746,7 milhões, crescimento de 55% em relação a 2024, conforme demonstrações financeiras no site da empresa.

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Perspectivas de Ebitda

De acordo com fontes, o Ebitda tende a mais que dobrar em três anos com a entrada em operação das termelétricas. As estimativas indicam que o Ebitda da Origem alcance entre US$ 500 milhões (R$ 2,6 bilhões) e US$ 600 milhões (R$ 3 bilhões) a partir de 2029, quando as usinas estiverem operando.

Projetos adicionais e infraestrutura

As usinas serão construídas próximas aos campos de produção de gás. A companhia também desenvolve outro grande projeto: reservatórios para estocagem de gás, garantindo maior previsibilidade de fornecimento aos clientes. Para abastecer o mercado, a Origem está conectada à Transportadora Associada de Gás (TAG) e possui um terminal portuário em Maceió.

Histórico e posicionamento

A Prisma, que tem mais de R$ 15 bilhões em ativos, investiu na empresa no início de 2020, quando ainda se chamava Petro+. Após o aporte, a companhia comprou ativos da Petrobras e iniciou seu projeto de expansão. Procurada, a Origem preferiu não comentar. A Prisma e o Bradesco BBI também não comentaram.

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