Omnisys finaliza aporte de R$ 120 mi e amplia produção de radares em dez vezes
Omnisys investe R$ 120 mi e multiplica produção de radares por dez

A Omnisys, empresa brasileira de tecnologia para defesa e segurança, concluiu um investimento de R$ 120 milhões que permitirá multiplicar por dez a capacidade de produção de seus radares. O aporte foi destinado à expansão da fábrica e à aquisição de novos equipamentos, posicionando a companhia para atender à crescente demanda nacional e internacional.

Detalhes do investimento

O montante de R$ 120 milhões foi aplicado na modernização da planta industrial localizada em São José dos Campos (SP), onde a Omnisys produz radares de vigilância, defesa aérea e controle de tráfego aéreo. Os recursos cobriram a construção de um novo galpão, linhas de montagem automatizadas e laboratórios de teste. Segundo a empresa, o investimento permitirá reduzir prazos de entrega e aumentar a competitividade no setor.

Impacto na produção

Com a expansão, a Omnisys passará a fabricar 100 radares por ano, ante os 10 atuais. Esse salto representa um aumento de dez vezes na capacidade instalada. A empresa prevê que a nova produção atenderá tanto contratos já firmados quanto novas encomendas, especialmente no âmbito do Programa de Defesa Nacional. A tecnologia nacional de radares é considerada estratégica para o país, reduzindo a dependência de fornecedores estrangeiros.

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Mercado de defesa

O mercado de radares militares e civis está em expansão, impulsionado por tensões geopolíticas e pela necessidade de modernização de sistemas de vigilância. A Omnisys, que é controlada pela norueguesa Kongsberg, compete com gigantes como Thales e Elbit. O investimento de R$ 120 milhões visa não apenas aumentar a escala, mas também desenvolver radares de última geração, com tecnologia de radar de abertura sintética (SAR) e capacidade de detecção de drones.

Próximos passos

Além da produção, a Omnisys planeja ampliar sua equipe de engenharia em 30% nos próximos dois anos. A empresa também busca certificações internacionais para exportar para países da América Latina, África e Oriente Médio. A conclusão desse ciclo de investimento é vista como um marco para a indústria de defesa brasileira, que tenta ganhar relevância global.

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