Novo Nordisk testa venda direta no Brasil para recuperar valor de mercado
Novo Nordisk testa venda direta no Brasil para recuperar valor

A farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, conhecida pelos medicamentos Ozempic e Wegovy, enfrenta uma queda significativa em seu valor de mercado, que despencou de mais de US$ 425 bilhões para US$ 212 bilhões após a entrada de concorrentes no segmento de canetas emagrecedoras. Para reverter esse cenário, a empresa aposta em uma estratégia inédita: usar o Brasil como laboratório para um canal de venda direta ao consumidor, o NovoCare Farmácia.

Novo canal de vendas diretas no Brasil

Criado em parceria com a AS Medicamentos, o programa NovoCare Farmácia permite que pacientes com prescrição médica válida comprem medicamentos como Ozempic, Wegovy e Rybelsus diretamente pelo site, com integração ao programa de suporte NovoDia. Todo o processo é online, com validação digital e cobertura nacional. Segundo Natalia Ortiz, Diretora Senior de Marketing da área Cardiometabólica da Novo Nordisk, a iniciativa representa uma evolução natural da estratégia da empresa, integrando a etapa final da jornada do paciente ao ecossistema NovoCare. Ela reforça que o canal não altera a atuação de clínicas, hospitais ou distribuidores, mas funciona como uma opção complementar de compra.

Estratégia pioneira e potencial de expansão

A aproximação direta com os pacientes é uma iniciativa desenvolvida exclusivamente para o contexto brasileiro, mas pode ser expandida para outros medicamentos do portfólio, dependendo do sucesso. Ortiz afirma que a intenção é incluir tratamentos para outras condições de saúde no futuro. A política de preços será mantida em linha com outros canais de e-commerce, mas participantes do programa de suporte ao paciente já obtêm condições mais atrativas, incluindo acesso a preços diferenciados e atendimento online com educadores físicos, nutricionistas, psicólogos e profissionais de enfermagem, além de parcerias com empresas de alimentação saudável e bem-estar.

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Proposta para o SUS e nova pílula nos EUA

Em outra frente, a Novo Nordisk apresentou à Conitec uma proposta com desconto de 59% para o governo, visando tornar sustentável o tratamento da obesidade na rede pública. Nos Estados Unidos, a empresa obteve aprovação para um medicamento oral para perda de peso, superando as previsões de lucro do primeiro trimestre e elevando as perspectivas para o ano. No Brasil, a pílula ainda depende de aprovação da Anvisa; o pedido foi feito em 30 de janeiro, e o prazo médio de análise é de um ano e meio.

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