O setor cemiterial e funerário está passando por transformações significativas impulsionadas por mudanças na estrutura familiar e na rotina urbana. O empresário Tiago Schietti, especialista no segmento, destaca que famílias menores, novas dinâmicas de convivência e a correria das grandes cidades estão forçando as empresas a repensarem seus processos, espaços e formas de acolhimento.
Adaptação necessária
De acordo com Schietti, o modelo tradicional de atendimento funerário, muitas vezes pensado para famílias numerosas e com mais tempo disponível, já não atende plenamente às necessidades atuais. "As famílias estão menores, com menos membros para se envolverem nos preparativos. Além disso, a vida urbana é mais acelerada, e as pessoas buscam soluções mais práticas e ágeis", explica.
Novos serviços e espaços
Entre as adaptações observadas, estão a criação de espaços mais acolhedores e intimistas, que permitam despedidas mais pessoais, e a oferta de serviços digitais, como agendamento online e transmissão de cerimônias pela internet. "A tecnologia também entra como aliada para facilitar o processo, sem perder o toque humano", ressalta o empresário.
Acolhimento humanizado
Apesar das inovações, Schietti enfatiza que o acolhimento humanizado continua sendo o pilar do setor. "Não importa o tamanho da família ou a tecnologia empregada, o respeito e o cuidado com os enlutados são fundamentais. O que muda é a forma de oferecer esse apoio, que precisa ser mais flexível e adaptado à realidade de cada um", conclui.
O empresário acredita que essas transformações são positivas e refletem uma sociedade em evolução, onde a personalização e a eficiência caminham juntas com a empatia e o respeito.



