Moët & Chandon lança champanhe premium de R$ 1.800 no Brasil
Moët & Chandon lança champanhe premium de R$ 1.800

A Moët & Chandon acaba de trazer ao mercado brasileiro o Collection Impériale Création Nº 1, seu novo champanhe ícone. Posicionado como o rótulo premium da maison, o produto substitui a Dom Pérignon nesse patamar, após a marca ter ganhado independência dentro do grupo LVMH. Com preço sugerido de R$ 1.800, o champanhe chega em quantidade limitada – de 75 mil garrafas produzidas, apenas algumas unidades foram enviadas ao Brasil, sem divulgação do número exato.

Posicionamento e mercado

Segundo Alan Waldman, brand manager da Moët & Chandon no Brasil, o Impériale no.1 ocupa o mesmo nível de mercado e preço que a La Grande Dame representa para a Veuve Clicquot. A estratégia visa atender ao crescente consumo de vinhos de alto valor agregado no país. Dados da consultoria Ideal.BI indicam que, em 2025, os vinhos importados premium tiveram aumento de 13% no faturamento, evidenciando a resiliência desse segmento, conforme explica o CEO Felipe Galtaroça.

Processo de elaboração

O champanhe foi criado pelo cellar master Benoît Gouez, que há anos desenvolvia um produto premium dentro do conceito de “haute oenologie”, similar ao que originou as plenitudes da Dom Pérignon. Diferentemente do método de safras únicas envelhecidas por longos períodos, a Moët & Chandon optou por um blend de sete safras: a base é a cuvée 2013, mesclada com 2012, 2010, 2008, 2006, 2000 (envelhecida em barris de carvalho) e 2004 (envelhecida em garrafa sobre as borras). Após a mescla, o conjunto passou por nova fermentação nas garrafas e ficou dez anos maturando antes do lançamento. Gouez decidiu não adicionar licor de expedição, resultando em um champanhe nature, sem açúcar residual.

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Harmonização e apresentação

A enóloga Marie-Christine Osselin, head de experiência do vinho da maison, veio ao Brasil para apresentar o produto. Em evento no restaurante Evvai, do chef Luiz Felipe Souza – que conquistou a terceira estrela Michelin este ano –, o champanhe foi harmonizado com leilãozinho crocante, molho de laranja, baunilha do cerrado e pasta de amêndoa. A combinação destacou as notas cítricas e de frutas secas, além da complexidade e corpo do vinho.

Estratégia de mercado

A chegada do Impériale no.1 reforça o foco da LVMH no consumidor brasileiro de alta renda. Na mesma linha, a Krug, também do grupo, apresentará na próxima semana o Tuju como sua segunda embaixada no Brasil, juntando-se ao Kinoshita. Ambos os restaurantes têm três estrelas Michelin. A movimentação indica que as marcas de champanhe premium estão apostando cada vez mais no mercado brasileiro.

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