Morgan Stanley eleva recomendação da ISA Energia para neutro e preço-alvo a R$ 28
Morgan Stanley eleva ISA Energia para neutro, preço R$ 28

Após uma performance cerca de 8% inferior à do Ibovespa nos últimos seis meses, o Morgan Stanley avalia que a relação risco-retorno de ISA Energia (ISAE4) melhorou, passando de um cenário com viés mais negativo para uma combinação mais equilibrada entre valuation e potenciais catalisadores. No entanto, o banco menciona a falta de catalisadores suficientemente fortes ou visíveis para justificar uma recomendação mais positiva. Às 10h17, as ações subiam 2,01%, a R$ 27,40.

Nesse contexto, o banco elevou a recomendação da companhia elétrica de underweight (exposição abaixo da média do mercado, equivalente à venda) para equal-weight (exposição igual a média do mercado, equivalente à neutro) e preço-alvo passou de R$ 22 para R$ 28.

O que motivou a revisão

Segundo o Morgan Stanley, a melhora da tese de investimento da companhia reflete principalmente investimentos em modernização da rede de transmissão acima do esperado, com um pipeline estimado em cerca de R$ 7,2 bilhões até 2033, além da troca de ativos com a AXIA (AXIA3). A operação simplifica a estrutura corporativa, aumenta a visibilidade dos fluxos de caixa e amplia a escala dos negócios, com impacto positivo estimado de aproximadamente 20% no lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) e de cerca de 3% no valor justo das ações, com efeito limitado sobre a alavancagem.

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O Morgan Stanley também destaca avanços nas discussões envolvendo a disputa tributária de longa data com a Secretaria da Fazenda (SEFAZ). Após diversas sessões de mediação, uma nova reunião foi agendada para junho deste ano. Embora o desfecho ainda seja incerto, o banco estima que uma resolução favorável poderia adicionar entre 15% e 25% ao preço-alvo da ação, dependendo de fatores como desconto aplicado, indexação, estrutura de pagamento e prazo de liquidação. Em seu cenário otimista, o preço-alvo foi elevado para R$ 45 por ação, ante R$ 33 anteriormente, implicando potencial de valorização de cerca de 70%.

Desafios e outras oportunidades

Na avaliação do banco, o potencial de valorização continua fortemente dependente de eventos específicos, especialmente da resolução da disputa com a SEFAZ. Os demais fatores positivos, segundo o Morgan Stanley, já parecem amplamente incorporados aos preços. A instituição também destaca possíveis obstáculos para o desempenho dos papéis, como a venda da participação da AXIA (AXIA3) e o aumento da concorrência nos leilões de transmissão.

Além disso, o banco vê oportunidades mais atraentes em outras empresas sob sua cobertura, como Equatorial Energia (EQTL3), Sabesp (SBSP3), AXIA e Copel (CPLE3), que oferecem retornos reais estimados ao acionista entre 12% e 13,5%.

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