A Melnick, incorporadora gaúcha, registrou uma queda de 67% nas vendas no segundo trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior, totalizando R$ 120 milhões. O resultado reflete a desaceleração do mercado imobiliário brasileiro, impactado pelo aumento dos juros e pela diminuição da confiança do consumidor.
Desempenho financeiro
No primeiro semestre, as vendas da Melnick somaram R$ 280 milhões, uma redução de 55% ante os R$ 622 milhões registrados nos primeiros seis meses de 2025. A empresa atribuiu o desempenho ao cenário macroeconômico desafiador, com a taxa Selic elevada e a inflação pressionando o poder de compra das famílias.
O lucro líquido da incorporadora no segundo trimestre foi de R$ 15 milhões, queda de 70% em relação aos R$ 50 milhões do mesmo período de 2025. A margem líquida recuou de 13,8% para 5,4%.
Lançamentos e estoques
A Melnick lançou apenas um projeto no segundo trimestre, contra três no ano anterior. Os lançamentos totalizaram R$ 80 milhões em Valor Geral de Vendas (VGV), uma queda de 75% em relação aos R$ 320 milhões do segundo trimestre de 2025.
O estoque da empresa ao final de junho era de R$ 400 milhões, um aumento de 15% em relação ao mesmo período de 2025. A companhia informou que está ajustando seu ritmo de lançamentos para evitar excesso de oferta.
Perspectivas
Em comunicado, a Melnick afirmou que espera uma recuperação gradual do mercado a partir de 2027, com a expectativa de queda da Selic. "Estamos focados em reduzir nossos estoques e manter a disciplina financeira", disse o diretor-presidente da empresa, Marcos Melnick, segundo o comunicado.
A incorporadora revisou sua projeção de lançamentos para 2026, de R$ 1,2 bilhão para R$ 800 milhões. A meta de vendas também foi reduzida, de R$ 1 bilhão para R$ 700 milhões.



