O comércio eletrônico brasileiro encerrou 2025 com R$ 235,5 bilhões em faturamento, registrando alta de 15,3% sobre o ano anterior. Dentro desse crescimento, marcas nacionais de nicho no segmento de casa e utilidades domésticas vêm expandindo em ritmo superior à média do setor, impulsionadas pela mudança no comportamento do consumidor digital.
Crescimento acima da média
Enquanto o e-commerce como um todo cresceu 15,3%, as marcas brasileiras de casa e utilidades domésticas alcançaram expansão de 20% a 30%, segundo dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). O segmento inclui itens como utensílios de cozinha, organização, decoração e produtos têxteis para o lar.
Fatores impulsionadores
A mudança no comportamento do consumidor digital, que busca cada vez mais produtos autênticos e de qualidade, tem beneficiado essas marcas. “O consumidor está mais exigente e valoriza a procedência e a identidade nacional”, afirma Carlos Menezes, presidente da ABComm. Além disso, a facilidade de acesso proporcionada pelas plataformas de marketplace e redes sociais tem permitido que pequenas e médias marcas alcancem públicos antes restritos a grandes varejistas.
Impacto no mercado
O fenômeno não apenas fortalece a economia local, mas também gera empregos e fomenta a inovação. “Marcas que antes vendiam apenas em feiras ou lojas físicas agora têm presença digital robusta”, complementa Menezes. A tendência é que esse movimento se intensifique em 2026, com a expectativa de que o e-commerce brasileiro ultrapasse R$ 270 bilhões.



