Lucro da Romi cai 15% no 2º trimestre, para R$ 52,3 milhões
Lucro da Romi cai 15% no 2º trimestre

A Indústrias Romi, fabricante de máquinas e equipamentos, divulgou nesta quinta-feira (14) que seu lucro líquido caiu 15% no segundo trimestre de 2026, para R$ 52,3 milhões, em comparação com os R$ 61,5 milhões registrados no mesmo período do ano anterior. A queda foi atribuída à redução da receita líquida e ao aumento de custos operacionais.

Receita e margens pressionadas

A receita líquida da companhia atingiu R$ 320,1 milhões entre abril e junho, uma retração de 8% ante os R$ 348 milhões obtidos no segundo trimestre de 2025. Segundo a empresa, o desempenho reflete o menor volume de vendas de máquinas-ferramenta e de equipamentos para o setor de plásticos, especialmente no mercado interno.

O custo dos produtos vendidos subiu 2% no período, para R$ 220 milhões, o que comprimiu a margem bruta de 34,5% para 31,3%. As despesas operacionais, por sua vez, recuaram 5% na comparação anual, totalizando R$ 52 milhões, com destaque para a redução de despesas comerciais e administrativas.

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Resultado financeiro e endividamento

O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 12 milhões, ante saldo negativo de R$ 9 milhões no segundo trimestre de 2025, impactado por maiores despesas com juros sobre empréstimos. A dívida líquida da empresa encerrou junho em R$ 180 milhões, estável ante o mesmo período do ano passado.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado somou R$ 68 milhões, queda de 10% na comparação anual. A margem Ebitda recuou de 21,7% para 19,8%.

Perspectivas da administração

Em comunicado, a Romi afirmou que o mercado de máquinas-ferramenta no Brasil segue pressionado pela desaceleração da indústria e pela concorrência de importados. “O cenário macroeconômico ainda é desafiador, mas seguimos focados em ganhos de eficiência e no desenvolvimento de novos produtos para recuperar margens”, afirmou o diretor-presidente, Luiz Cassiano, em nota.

A empresa também informou que os investimentos no trimestre somaram R$ 15 milhões, direcionados principalmente para a modernização da planta fabril em Santa Bárbara d’Oeste (SP) e para o lançamento de novas linhas de tornos e centros de usinagem.

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