A partida entre França e Espanha, válida pela semifinal da Copa do Mundo de 2026, é o jogo mais caro do torneio, com os elencos das duas seleções somando R$ 10,2 bilhões em valor de mercado, segundo levantamento do Observatório de Futebol do Centro Internacional de Estudos de Esporte (CIES). O estudo, divulgado nesta terça-feira (14), analisou os valores estimados dos jogadores convocados para a competição.
Valores bilionários em campo
O confronto entre franceses e espanhóis supera a outra semifinal, entre Brasil e Argentina, que tem elencos avaliados em R$ 9,8 bilhões. A final, que pode repetir o duelo França x Espanha ou Brasil x Argentina, também figura entre as mais caras da história. Os números refletem a concentração de talentos em seleções tradicionais e a valorização do mercado de transferências nos últimos anos.
De acordo com o CIES, a França possui o elenco mais valioso da Copa, com R$ 5,4 bilhões, seguida pela Espanha (R$ 4,8 bilhões), Brasil (R$ 5,1 bilhões) e Argentina (R$ 4,7 bilhões). "A Copa do Mundo de 2026 está sendo a mais cara de todos os tempos, com um valor total de mercado dos 32 elencos superior a R$ 100 bilhões", afirmou Raffaele Poli, diretor do Observatório de Futebol do CIES.
Impacto econômico e audiência
Além do valor esportivo, a partida França x Espanha atrai enorme interesse comercial. A expectativa é de que a audiência global ultrapasse 1,5 bilhão de telespectadores, gerando receitas bilionárias para a FIFA, emissoras e patrocinadores. Os ingressos para a semifinal estão esgotados, com preços médios de R$ 4.500 nos setores mais populares.
O jogo também movimenta o mercado de apostas esportivas. Segundo a plataforma Bet365, França e Espanha respondem por 40% de todas as apostas da semifinal, com ligeira vantagem para os franceses. "É o jogo mais equilibrado e com maior volume financeiro da Copa", destacou o analista de odds da empresa, Carlos Mendes.
Comparação com edições anteriores
O valor combinado dos elencos de França e Espanha supera o de toda a Copa do Mundo de 1998, que teve custo total de aproximadamente R$ 2 bilhões em valores corrigidos. Na edição de 2022, a final entre Argentina e França tinha elencos somando R$ 7,5 bilhões, bem abaixo dos R$ 10,2 bilhões atuais. O crescimento reflete a inflação do mercado de jogadores, impulsionada por clubes europeus e investimentos de fundos árabes.
"Os números mostram como o futebol se tornou um negócio global de bilhões. Jogadores como Mbappé, Vinicius Jr. e Haaland são ativos financeiros tão valiosos quanto grandes empresas", comentou o economista esportivo Fernando Ferreira, da Fundação Getulio Vargas.
Próximos passos
A semifinal entre França e Espanha está marcada para esta quarta-feira (15), às 16h (horário de Brasília), no Estádio Lusail, no Catar. O vencedor enfrentará na final o ganhador do duelo entre Brasil e Argentina, que ocorre na quinta-feira (16). Independentemente do resultado, a partida já entra para a história como o jogo mais caro da Copa do Mundo.



