A fotógrafa Florence Pernet viralizou nas redes sociais ao adotar uma técnica inusitada para registrar a Copa do Mundo: fotografar a própria televisão durante os jogos. Sem credenciamento para cobrir o evento in loco, ela criou imagens experimentais com efeitos e desfoque que chamaram a atenção de perfis oficiais de seleções como Portugal e Inglaterra.
Como surgiu a ideia
Florence, que não teve acesso aos estádios, decidiu explorar a estética das transmissões televisivas. Em entrevista, ela explicou que a proposta é capturar a essência do jogo através de uma perspectiva doméstica, misturando a realidade da tela com a criatividade fotográfica. As imagens, marcadas por longas exposições e movimentos intencionais, resultam em fotos abstratas e cheias de dinamismo.
Repercussão nas redes
As fotos rapidamente ganharam destaque no Instagram e no Twitter. Perfis oficiais de seleções, como a portuguesa e a inglesa, republicaram as imagens, o que impulsionou ainda mais o alcance do trabalho. No entanto, a abordagem dividiu opiniões: enquanto muitos elogiam a originalidade, outros questionam a validade da técnica como fotografia esportiva e levantam preocupações sobre direitos autorais das transmissões.
Debate sobre direitos autorais
Especialistas apontam que fotografar a TV pode infringir os direitos de imagem das emissoras detentoras dos direitos de transmissão. A discussão envolve a linha entre arte e reprodução não autorizada. Até o momento, nenhuma ação legal foi tomada contra Florence, mas o caso reacende o debate sobre os limites da criatividade em tempos de conteúdo viral.



