No Logistics Summit 2026, realizado pelo Beedoo em São Paulo, executivos de grandes empresas discutiram como a falta de mão de obra qualificada e a necessidade de capacitação têm dificultado a adoção de tecnologia, automação e inteligência artificial no setor logístico brasileiro.
Escassez de profissionais impacta eficiência
Representantes de Azul Linhas Aéreas — Cargas, Martin Brower, Casas Bahia Full, Epson do Brasil e SGT Log apontaram que a carência de profissionais qualificados é um dos principais entraves para a modernização logística. Segundo Pedro Paulo Castro, executivo presente no evento, a falta de mão de obra dificulta a implementação de soluções tecnológicas que poderiam aumentar a eficiência do setor.
Capacitação como chave para inovação
Os participantes destacaram que a capacitação contínua é essencial para preparar os trabalhadores para lidar com novas ferramentas, como inteligência artificial e automação. A Martin Brower, por exemplo, investe em treinamentos internos para integrar tecnologia aos processos logísticos, enquanto a Epson do Brasil enfatizou a necessidade de parcerias com instituições de ensino.
Tecnologia e automação em debate
A adoção de IA e automação foi apontada como solução para suprir a falta de mão de obra, mas sua implementação esbarra na baixa qualificação profissional. A Casas Bahia Full mencionou que a empresa tem utilizado sistemas automatizados em centros de distribuição, mas enfrenta desafios para encontrar técnicos especializados. Já a SGT Log ressaltou que a tecnologia só é eficaz se aliada a equipes bem treinadas.
Impactos no setor logístico brasileiro
A escassez de profissionais afeta diretamente a produtividade e a competitividade do setor. Segundo dados apresentados no evento, a falta de mão de obra qualificada pode reduzir em até 20% a eficiência logística das empresas. Os executivos concordaram que é urgente investir em educação e treinamento para acompanhar a transformação digital.



