Justiça dos EUA retira certificação de ação coletiva contra Boeing
EUA retiram ação coletiva contra Boeing por incidente com Max 9

O Tribunal de Apelações dos Estados Unidos retirou a certificação de uma ação coletiva contra a Boeing relacionada ao incidente com o 737 Max 9, ocorrido em janeiro de 2024. A decisão, divulgada nesta segunda-feira (20), representa uma vitória processual para a fabricante de aeronaves.

Decisão do tribunal

A corte de apelações decidiu que a ação coletiva não atende aos requisitos legais para prosseguir como tal. Segundo o tribunal, as circunstâncias do incidente não justificam o tratamento unificado de todos os potenciais reclamantes. A Boeing havia recorrido da certificação inicial, concedida por um tribunal inferior.

O incidente ocorreu em janeiro de 2024, quando uma porta de emergência de um Boeing 737 Max 9 da Alaska Airlines se soltou durante o voo, forçando um pouso de emergência. Felizmente, não houve feridos graves, mas o episódio gerou preocupações sobre a segurança da aeronave.

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Impacto da decisão

Com a retirada da certificação, os passageiros que buscam indenização terão que processar a Boeing individualmente, o que pode ser mais custoso e demorado. A decisão também reduz o risco financeiro imediato para a empresa, que já enfrenta custos elevados com investigações e reparos.

Segundo analistas, a Boeing evitou um potencial acordo de milhões de dólares. A empresa afirmou em comunicado que 'acolhe a decisão do tribunal' e que continua comprometida com a segurança de suas aeronaves.

Contexto do caso

O 737 Max 9 esteve envolvido em dois acidentes fatais em 2018 e 2019, que levaram a uma suspensão global da frota por 20 meses. O incidente de janeiro de 2024 reacendeu o escrutínio sobre a fabricante. A Administração Federal de Aviação (FAA) dos EUA intensificou as inspeções e a Boeing está sob supervisão rigorosa.

A ação coletiva foi movida por passageiros que alegam danos emocionais e financeiros devido ao incidente. Eles argumentaram que a Boeing sabia de problemas de fabricação e não os corrigiu. No entanto, o tribunal entendeu que as circunstâncias de cada passageiro são muito diversas para serem tratadas em uma única ação.

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