Equatorial avança na privatização da Copasa com oferta de R$ 5,59 bilhões
Equatorial avança na privatização da Copasa

A Equatorial foi anunciada como "investidor de referência finalista" no processo de privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), conforme comunicado divulgado na noite desta quarta-feira (3). O procedimento funciona como um sinal ao mercado sobre o valor da empresa e a viabilidade da oferta pública.

Por meio da subsidiária Gerais Saneamento, a holding ofereceu R$ 49,03 por ação da estatal mineira, valor superior ao preço mínimo de R$ 47,23 estabelecido no edital. Com a saída do consórcio Livorno Participações, formado pela Aegea e seus acionistas, não houve outras propostas concorrentes.

Detalhes da oferta

A oferta apresentada pela Equatorial soma R$ 5,59 bilhões, considerando a aquisição de 30% do capital da Copasa. No entanto, a empresa também demonstrou interesse em adquirir até 48 milhões de papéis adicionais (mais 12,6%), o que poderia elevar o investimento total para R$ 7,94 bilhões.

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Com a divulgação do comunicado, as ações da estatal mineira negociadas na bolsa de valores dispararam 13% na quarta-feira, fechando o dia a R$ 60. Essa cotação refere-se às negociações em pregão e difere do preço definido na operação de privatização, que envolve a venda da participação do governo estadual.

O que é 'investidor de referência finalista'

Um investidor de referência finalista é a empresa, consórcio ou grupo empresarial que apresenta a melhor proposta para adquirir uma participação acionária estratégica. No caso da Copasa, a Equatorial foi a única proponente. O mesmo modelo foi adotado na privatização da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), adquirida pela holding em 2024.

Ao ser escolhido, esse tipo de investidor se compromete a comprar uma parcela relevante dos papéis, ajudando a dar segurança à operação e funcionando como um sinal ao mercado sobre o valor da empresa e a viabilidade da oferta pública.

Próximos passos da oferta

O processo de venda de ações da Copasa faz parte da estratégia do governo de Minas Gerais para reduzir sua participação na companhia. A oferta pública segue as regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O cronograma indica que o período de reserva para investidores pessoa física começa nesta sexta-feira (5), quando interessados poderão registrar solicitações de compra junto às instituições financeiras participantes. Depois da coleta dos pedidos, ocorre o chamado bookbuilding, momento em que os coordenadores da oferta avaliam a demanda dos investidores e os preços que estão dispostos a pagar para definir o valor final das ações.

Após a precificação, ocorre a distribuição das ações no mercado e, então, a liquidação financeira. É apenas depois dessa última fase, quando os investidores pagam pelos papéis e o governo de Minas reduz sua participação, que a nova estrutura acionária se consolida, marcando a mudança no controle da empresa.

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