A EDP registrou lucro líquido ajustado de R$ 1,2 bilhão no segundo trimestre de 2026, alta de 12% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita líquida da companhia atingiu R$ 6,5 bilhões, crescimento de 8% na comparação anual, impulsionada pelo desempenho dos negócios de energia renovável e transmissão.
Desempenho por segmento
O segmento de energia renovável apresentou aumento de 15% na geração, com destaque para os parques eólicos e solares no Nordeste. Já a área de transmissão teve receita 10% maior, beneficiada pela entrada em operação de novas linhas. A geração térmica e hidrelétrica, por outro lado, registraram leve queda, em linha com a redução do despacho do Sistema Interligado Nacional.
“Os resultados refletem a solidez da nossa estratégia de crescimento em renováveis e transmissão, que seguem como pilares centrais para a transição energética”, afirmou o diretor financeiro da EDP, em teleconferência com analistas.
Investimentos e endividamento
Os investimentos no trimestre somaram R$ 1,8 bilhão, 20% acima do mesmo período de 2025, focados em expansão de capacidade renovável e modernização da rede de transmissão. A dívida líquida da companhia encerrou junho em R$ 18,5 bilhões, estável em relação ao trimestre anterior, com indicador de alavancagem de 2,8 vezes o Ebitda.
O Ebitda ajustado foi de R$ 2,1 bilhões, alta de 9% ano a ano, com margem de 32,3%. A geração de caixa operacional alcançou R$ 1,5 bilhão, suficiente para cobrir os investimentos do período.
Perspectivas para o ano
A companhia manteve a projeção de investir R$ 7 bilhões em 2026, com cerca de 70% destinados a energia renovável. A EDP também espera colocar em operação mais 500 MW de capacidade renovável até o fim do ano. No segmento de transmissão, a previsão é de que ao menos duas novas subestações entrem em operação no quarto trimestre.
O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 520 milhões, 5% menor que o registrado um ano antes, reflexo da queda da taxa Selic e do alongamento do perfil da dívida. O lucro líquido contábil (incluindo itens não recorrentes) somou R$ 1,05 bilhão, alta de 10%.
Reação do mercado
As ações da EDP fecharam o pregão da B3 em alta de 1,8%, cotadas a R$ 42,30, impulsionadas pelo balanço positivo. Analistas do Credit Suisse destacaram que o crescimento do lucro veio acima das expectativas, mas alertaram para o risco regulatório no setor de distribuição, onde a empresa tem atuação reduzida. A recomendação para o papel é neutra, com preço-alvo de R$ 45,00.
A EDP também anunciou a distribuição de R$ 350 milhões em juros sobre capital próprio, com data-base em 15 de agosto.



