O presidente da Petrobras, Edinho, desautorizou publicamente o ex-presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, após declarações que geraram ruídos no mercado financeiro, especialmente na Faria Lima, centro financeiro de São Paulo. A medida foi tomada para conter a volatilidade e reafirmar a independência da companhia em relação a interferências externas.
Declarações polêmicas de Gabrielli
Gabrielli, que presidiu a Petrobras entre 2005 e 2012, fez afirmações em um evento na última semana que foram interpretadas como uma tentativa de influenciar as decisões da atual gestão. Segundo fontes ouvidas pelo blog, ele teria sugerido que a empresa deveria adotar uma política de preços mais alinhada aos interesses do governo, o que contraria a orientação atual de manter a paridade internacional.
Reação imediata de Edinho
Em nota oficial divulgada nesta segunda-feira, Edinho afirmou que "as declarações de Gabrielli não representam a posição da Petrobras" e que "a companhia mantém sua política de preços baseada em critérios técnicos e de mercado". A desautorização foi vista como um movimento para acalmar investidores, que temem uma repetição das intervenções do passado.
Impacto no mercado
As ações da Petrobras chegaram a cair 2,3% na manhã de segunda-feira, mas se recuperaram parcialmente após a nota de Edinho, fechando o dia com queda de 0,8%. Analistas do Credit Suisse avaliaram que a reação foi positiva, mas que o mercado continuará atento a qualquer sinal de interferência política.
Contexto político e econômico
A situação ocorre em meio a um cenário de tensão entre o governo federal e o mercado financeiro, com debates sobre a autonomia de empresas estatais. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, evitou comentar o caso, mas aliados afirmam que o governo não pretende intervir na Petrobras.



