Do nome à marca registrada: como proteger seu negócio como patrimônio
Do nome à marca registrada: proteja seu negócio

Registrar uma marca não é questão de sorte nem de orçamento, mas de método. Segundo André de Almeida Barbosa, fundador e CEO da Estartar Registro de Marcas, o processo de transformar um simples nome em um ativo protegido segue etapas claras que evitam os erros comuns que derrubam negócios promissores antes da hora.

O caminho do nome à marca registrada

Muitos empreendedores acreditam que usar um nome no mercado já garante direitos sobre ele. No entanto, a proteção legal só vem com o registro no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Sem o registro, qualquer concorrente pode usar o mesmo nome, causando confusão no mercado e perda de clientes.

Barbosa destaca que o primeiro passo é realizar uma busca de anterioridade para verificar se o nome desejado já está registrado por terceiros. Essa etapa evita gastos desnecessários com pedidos que serão indeferidos. Depois, é necessário preparar a documentação correta e acompanhar o processo, que leva em média 18 meses no INPI.

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Erros que derrubam negócios promissores

Entre os erros mais comuns, o especialista cita a escolha de nomes genéricos ou descritivos, que não podem ser registrados como marca. Por exemplo, usar "Pão Quente" para uma padaria é descritivo e não protege o negócio. Outro erro é não registrar a marca antes de iniciar as operações, pois o uso anterior não garante prioridade no pedido.

"Muitos negócios promissores são derrubados porque não se preocuparam com a proteção da marca desde o início. Quando percebem, já perderam o direito de uso ou precisam arcar com custos altos para resolver disputas judiciais", afirma Barbosa.

Marca registrada como patrimônio

Uma marca registrada é um ativo intangível que pode ser vendido, licenciado ou usado como garantia em operações financeiras. Empresas que protegem suas marcas agregam valor ao negócio e se diferenciam no mercado. Para Barbosa, o investimento no registro é baixo comparado ao retorno que a exclusividade de uso proporciona.

"Criar uma marca forte não é questão de sorte nem de orçamento. É método. Com planejamento e assessoria especializada, qualquer empreendedor pode transformar seu nome em um patrimônio protegido", conclui o especialista.

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