Seu Waldemar preso no Paraguai por dívida de pensão de R$ 66 mil
Seu Waldemar preso no Paraguai por pensão atrasada

O humorista Waldemar Neto Lobo Melo do Carmo, conhecido como Seu Waldemar, foi preso nesta terça-feira (23) em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, pela polícia local, devido a um mandado de prisão em aberto pelo atraso no pagamento de pensão alimentícia. A dívida ultrapassa R$ 66 mil, segundo a defesa da família da criança.

Detalhes da dívida

O cálculo atualizado da dívida foi realizado em maio de 2026. O valor inclui parcelas vencidas da pensão alimentícia de R$ 21,8 mil, além de 50% de despesas inadimplidas — correspondentes a gastos não especificados com o filho — que somam R$ 41,1 mil. Também foram acrescidos juros adicionais de R$ 3,7 mil. A pensão mensal é de cerca de R$ 2 mil.

Defesa alega dificuldades financeiras

Rumennigge Pires Dietz, advogado de Waldemar, afirmou ao g1 que o humorista enfrentava dificuldades financeiras desde que deixou de ser apresentador, o que o impediu de honrar os compromissos da pensão. A defesa informou que buscará uma reavaliação da dívida e não descarta um acordo para equilibrar o valor das parcelas à condição financeira atual de Waldemar, sem prejudicar os interesses do filho e as obrigações legais. Até a última atualização desta reportagem, Waldemar continuava preso.

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Vida no Paraguai e estudos de medicina

Antes da prisão, Waldemar residia no Paraguai e cursava medicina na Universidad Sudamericana, em Pedro Juan Caballero. Segundo a Polícia Civil, ele exibia uma vida estável nas redes sociais, compartilhando momentos de estudo e contratos profissionais. Em um vídeo, mostrava-se preparando para uma prova. A polícia destacou que ele ostentava essa rotina mesmo com um mandado de prisão em aberto desde novembro de 2025, quando a dívida era de R$ 20 mil.

Distanciamento familiar

A mãe da criança, Sami Moura, disse ao g1 no início de 2026 que o último contato presencial entre pai e filho ocorreu em 19 de janeiro de 2025. Desde então, não houve convivência paterna nem contato regular por chamadas de vídeo ou ligações. “O máximo que ele realizava era o envio esporádico de áudios relatando dificuldades financeiras, finalizados com um simples ‘beijinho’ direcionado ao filho”, afirmou Sami.

A defesa de Waldemar confirmou o distanciamento, mas atribuiu a “circunstâncias pessoais e familiares”. O advogado afirmou que Waldemar realizava chamadas de vídeo semanais com o filho, buscando reaproximação. Em nota, a defesa declarou: “O Sr. Waldemar reconhece que, em determinado período, houve um distanciamento na convivência com o filho, decorrente de circunstâncias pessoais e familiares que contribuíram para esse afastamento. Entretanto, há algum tempo vem ocorrendo um processo de reaproximação entre pai e filho. Atualmente, o Sr. Waldemar mantém contato frequente com Enrico, inclusive por meio de chamadas semanais de videoconferência, buscando fortalecer os laços afetivos e ampliar a convivência. Por essa razão, ele não concorda com a ideia de que inexista vínculo ou interesse em participar da vida do filho. Ao contrário, a reaproximação vem acontecendo de forma gradual e positiva, sempre visando o bem-estar da criança e a construção de uma relação cada vez mais próxima.”

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