A guerra de versões sobre a megafusão que envolve duas das maiores empresas francesas avança com trocas de acusações públicas. O negócio, estimado em €15 bilhões, tem sido alvo de divergências sobre a avaliação dos ativos e a transparência das informações prestadas pelos conselhos de administração.
Acusações de ocultação de dados
Fontes próximas às negociações afirmam que uma das partes teria omitido relatórios financeiros relevantes, o que levou a um pedido de suspensão temporária das tratativas. "Há uma clara tentativa de esconder passivos que impactam diretamente o valor da empresa", disse um executivo envolvido, sob condição de anonimato.
Divergências sobre o valuation
Enquanto o lado comprador defende um preço baseado em múltiplos de EBITDA ajustado, a vendedora insiste em incorporar sinergias futuras que, segundo analistas, são incertas. "A diferença de percepção chega a €2 bilhões", calcula o especialista em fusões e aquisições Jean Dupont, da consultoria Market Insights.
Impacto no mercado europeu
A megafusão, se concretizada, criaria um gigante setorial com poder de fogo para competir com conglomerados asiáticos e norte-americanos. No entanto, a insegurança jurídica gerada pelas versões contraditórias já afeta as ações das companhias na Bolsa de Paris, que caíram 4% na semana passada.
Próximos passos
Autoridades reguladoras francesas acompanham o desenrolar da disputa. O Ministério da Economia, por meio de nota, afirmou que "a transparência e a lisura do processo são fundamentais para a aprovação do negócio". A expectativa é que as partes retomem as negociações até o final do mês, mediadas por um banco de investimento independente.



