A cor em ambientes hospitalares não se limita a um papel estético. Ela pode acalmar, acolher, distrair uma criança em tratamento ou tornar um corredor menos hostil para quem passa horas, dias ou meses no local. Antes de qualquer discussão sobre marca ou instituição, o que está em jogo é o efeito prático da cor sobre quem vive o espaço de cuidado – pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde. Esse efeito, porém, não se resolve apenas com a escolha de um tom mais vibrante ou suave. Envolve uma combinação entre percepção emocional e exigência técnica: a cor precisa acolher, mas a tinta também precisa proteger a superfície, resistir à limpeza frequente e durar mais tempo em ambientes de saúde.
O equilíbrio entre cor e técnica
Eduardo Bathke, diretor-geral da Tintas Verginia, resume essa dualidade ao explicar como esse tipo de projeto costuma chegar até a empresa. “Quando as pessoas procuram a gente, elas já procuram com muita expectativa da cor. De fato, em alguns casos a gente precisa de mais cor, mais energia, mais felicidade, mais alegria. Em outros, tons que tranquilizam e acalmam”, afirma o executivo. Ele lembra que há também demandas menos visíveis, mas igualmente importantes: “Há casos de limpeza, casos técnicos, casos de manutenção, de infiltração e higienização. Então o papel da tinta não está apenas em dar cor.”
Ambientes de cuidado têm exigências específicas que vão além da escolha de tom. Entre os fatores considerados nesses projetos estão: impermeabilização, especialmente em áreas externas e muros expostos a chuva e umidade; tintas com maior durabilidade e menor necessidade de manutenção, reduzindo a frequência de repintura em espaços de grande circulação; acabamentos como o semibrilho, que facilitam a limpeza e a higiene de superfícies tocadas com frequência; soluções antibacterianas, pensadas para reduzir a proliferação de microrganismos em ambientes de saúde; e resistência ao desgaste, relevante em paredes e muros que sofrem com o tempo e a exposição.
Projetos que aliam proteção e arte
Esse tipo de demanda técnica orientou, por exemplo, uma revitalização de muro em uma instituição de saúde em Curitiba, onde o desafio não era estético, mas estrutural: proteger uma superfície desgastada e evitar novos danos. “Participamos recentemente da revitalização do muro numa parte não tanto com cor, mas com proteção, porque era um muro que estava corroído, esfarelando. Então houve um processo de impermeabilização e, para isso, trouxemos parceiros técnicos dessa área, não só de cor”, relata Bathke. A ação aconteceu por meio do Instituto Verginia, braço social da Tintas Verginia, que organiza doações, apoios, parcerias e patrocínios com hospitais e outras instituições.
Um dos exemplos mais marcantes do Instituto envolveu a revitalização de fachadas de um hospital pediátrico de Curitiba, com oficinas de desenho conduzidas junto a crianças atendidas pela instituição ao longo de vários meses. Os desenhos produzidos serviram de base para murais aplicados nas paredes e fachadas do local. “Foram vários workshops de desenho com as crianças, ao longo de vários meses. Depois esses desenhos e essas histórias foram aplicadas nos muros e paredes do hospital”, descreve Bathke. Segundo ele, o projeto nasceu de uma aproximação direta com artistas parceiros – André Mendes e Tom + Amor – que já vinham desenvolvendo trabalhos culturais na região. “Temos esse relacionamento com a comunidade local e com os artistas que necessitam de apoio a projetos. Nesse caso, eles já tinham uma estrutura para tocar o projeto e entramos com doação e recursos”, conta o diretor-geral. A proposta transformou um espaço tradicionalmente associado à ansiedade e tratamento em um cenário que acolhe a criatividade infantil.
Uma rede de parcerias que vai além de um único projeto
A atuação em ambientes de saúde não se limita a um caso isolado. Ao longo do tempo, o Instituto Verginia também apoiou reformas de maior porte em outras instituições, entrando como parceira complementar em projetos coordenados por construtoras e organizações locais. Segundo Bathke, não existe um formato único aplicado a todos os casos de apoio a hospitais: “O apoio ocorre por meio de leis de incentivo, recursos financeiros, patrocínio, doação de produtos, apoio técnico, parceria com artistas e construtoras, e mão de obra voluntária. Não há um único formato: cada projeto é avaliado conforme sua necessidade e estrutura.”
O Instituto Verginia nasceu para dar estrutura a uma prática que a empresa já mantinha havia anos. “O Instituto foi criado como uma forma de profissionalizar as doações, apoios, parcerias e patrocínios que a gente já fazia para instituições, sejam escolas, ONGs, hospitais ou comunidades de bairro”, afirma o executivo. O Instituto funciona como extensão prática do posicionamento de ESG (governança ambiental, social e corporativa) adotado pela companhia. “Dentro do ESG, a gente tem a parte ambiental, a parte social e a parte de governança. O Instituto atua nas três áreas”, detalha Bathke. Além de saúde e bem-estar, são focos contínuos do Instituto: cultura, educação e desenvolvimento comunitário.
Da doação pontual à governança da cor
A diferença entre uma doação isolada e a atuação de um instituto estruturado está na continuidade. Quando uma empresa apoia um projeto sem processo definido, o relacionamento tende a se encerrar na entrega do produto. Já no modelo da Tintas Verginia, existe acompanhamento, critérios de seleção e possibilidade de novas fases de apoio e manutenção ao longo do tempo. Os caminhos pelos quais o apoio a instituições de saúde acontece são variados: leis de incentivo (Lei Rouanet, Lei do Esporte, Lei do Idoso e legislações ligadas à criança e à saúde), patrocínio direto, doação de produto, apoio técnico, parcerias com artistas e construtoras, e mão de obra voluntária.
O Instituto organiza sua tomada de decisão em mecanismos distintos: um comitê anual de leis de incentivo, relacionamento direto com artistas e instituições, propostas recebidas pelo site institucional, e um comitê recorrente para demandas menores. Os critérios incluem aderência ao propósito da empresa, relevância social do projeto, viabilidade prática e disponibilidade orçamentária.
O que diferencia o Instituto de uma doação pontual
Para Bathke, a resposta está na continuidade e no acompanhamento de longo prazo. “O Instituto organiza o processo com governança, critérios, comitês, acompanhamento e continuidade. Em muitos casos, há novas fases de pintura, revitalizações futuras e relacionamento de longo prazo com a instituição”, afirma. Como pintura é, por natureza, um serviço que demanda manutenção periódica, esse acompanhamento se traduz em fases seguintes de apoio.
Bathke conecta a atuação do Instituto ao propósito declarado da empresa: “Estamos aqui para gerar bem-estar a todos os colaboradores, a nossos clientes e à comunidade onde estamos inseridos.” Esse raciocínio ajuda a explicar por que a companhia mantém, ao longo de décadas, uma prática constante de apoio a instituições sociais, mesmo antes de o Instituto existir como estrutura formal. A profissionalização veio depois, mas o hábito de apoiar comunidades, escolas e hospitais é descrito como parte da identidade da empresa.
Cor como conceito ampliado de cuidado
O que essa trajetória evidencia é que a cor, no contexto de espaços de cuidado, não se resume a um efeito estético. Ela envolve também o impacto psicológico de um ambiente colorido sobre pacientes e equipes, a funcionalidade prática de superfícies bem tratadas que reduzem riscos de contaminação, a criação de vínculos entre pacientes e o espaço de tratamento, e a continuidade de cuidados ao longo de anos. Para quem pensa em reforma ou revitalização de ambientes de saúde, educação ou convivência, entender essa combinação entre cor, técnica e propósito pode ser um ponto de partida relevante. Soluções técnicas da Tintas Verginia estão disponíveis no site oficial.



