A final da Copa do Mundo de 2026, realizada em 20 de julho, ficará marcada não apenas pelo jogo, mas pelo show do intervalo, que o Financial Times classificou como "um delírio febril da FIFA que uniu o mundo em perplexidade". O evento, que contou com a participação de artistas de diversos países, foi amplamente criticado por sua falta de coesão e excesso de elementos surreais.
Uma sequência de performances bizarras
O show, que durou 25 minutos, incluiu desde um grupo de dançarinos vestidos de emojis até um cantor lírico que interpretou o hino nacional de um país que não participava do torneio. A plateia, composta por 80 mil pessoas no estádio, alternou entre risos e vaias. "Foi como assistir a um sonho febril de um executivo de marketing", comentou o crítico musical John Smith, em entrevista ao jornal.
Segundo a FIFA, o show foi concebido para celebrar a diversidade cultural, mas o resultado foi descrito como "caótico" e "desconexo" por muitos espectadores. A transmissão televisiva, que alcançou mais de 1,5 bilhão de pessoas, registrou picos de audiência durante as apresentações mais controversas, como a do cantor que tentou misturar rap com música folclórica andina.
Reações nas redes sociais
Nas redes sociais, o show gerou memes e críticas acaloradas. O termo "FIFA Fever Dream" foi trending topic no Twitter por mais de seis horas. "Nunca vi algo tão estranho em uma Copa", escreveu um usuário. A FIFA, por sua vez, defendeu a iniciativa: "Buscamos inovar e surpreender, e acreditamos que conseguimos", disse o porta-voz da entidade, Carlos Almeida, em comunicado oficial.
O Financial Times destacou que o show refletiu uma tendência da FIFA de tentar agradar a todos os públicos, mas acabou por desagradar a maioria. "Foi um espetáculo que tentou abraçar o mundo, mas terminou abraçando o vazio", afirmou o artigo.
Impacto na audiência e críticas
Apesar das críticas, a audiência global do intervalo foi a maior desde 2010, com um aumento de 12% em relação à final anterior. Especialistas em marketing, no entanto, apontam que o crescimento pode estar ligado à curiosidade mórbida gerada pelo show. "As pessoas estavam assistindo para ver o que daria errado em seguida", comentou a analista de mídia Sarah Johnson.
O show do intervalo da Copa de 2026 já é comparado ao polêmico show do Super Bowl de 2004, que também dividiu opiniões. A diferença, segundo críticos, é que naquele caso houve um acidente; aqui, tudo foi planejado. "A FIFA precisa repensar sua estratégia de entretenimento", concluiu o Financial Times.



