Trump tenta se infiltrar em foto da Espanha e é alvo de vaias na Copa
Trump tenta se infiltrar em foto da Espanha e é vaiado

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tentou aparecer na foto da comemoração da Espanha após a vitória sobre a Argentina por 1 a 0 na final da Copa do Mundo, no último domingo (19). O episódio gerou constrangimento e vaias, e Trump precisou ser retirado do palco pelo presidente da Fifa, Gianni Infantino.

Trump vaiado e isolado na festa espanhola

Ao entrar em campo, Trump foi recebido com vaias da torcida. Durante a premiação, ele tentou se posicionar ao lado dos jogadores espanhóis, mas foi ignorado. O capitão Rodri segurava a taça e, antes de erguê-la, precisou encontrar uma forma educada de afastar o presidente americano. Infantino correu para frente dos atletas e pediu que Trump saísse, mas ele permaneceu ao lado do meio-campista Pedri, desfrutando da atenção.

Trump já havia feito movimento similar na entrega do troféu da Copa do Mundo de Clubes, no ano passado. Embora esta tenha sido a primeira partida do torneio que ele compareceu, Trump declarou que a Copa nos EUA foi "o evento esportivo de maior sucesso talvez da história do mundo".

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Uso político do torneio

Para Jules Boykoff, professor do Departamento de Política e Governo da Pacific University, "Trump lançou uma sombra sobre todo o torneio, usando-o como instrumento para fins políticos domésticos, independentemente de ter comparecido pessoalmente aos jogos ou não". As intervenções de Trump incluíram impedir a entrada de um árbitro somali, forçar o Irã a treinar no México e barrar torcedores de todo o mundo.

Segundo Boykoff, a ligação telefônica de Trump para a Fifa durante a fase eliminatória "certamente entrará para a história como uma das intervenções políticas mais notórias da história das Copas do Mundo". Trump fez lobby para reverter a suspensão do atacante americano Folarin Balogun, mas os EUA perderam por 4 a 1 para a Bélgica nas oitavas de final.

Reações e consequências

Balogun afirmou: "Eu sabia que isso causaria muita controvérsia. Quase conseguia perceber um pouco de nervosismo entre meus companheiros porque era algo tão único." Boykoff destacou que "intervir na questão do cartão vermelho permitiu que ele transmitisse à sua base política a mensagem de que pode fazer com que organismos internacionais como a Fifa se curvem à sua vontade".

O jornalista investigativo Karim Zidan disse que a intervenção no caso Balogun foi um erro político: "Acho que, ao se vangloriar disso, quando a seleção masculina dos Estados Unidos lhe oferecia a oportunidade de apoiar uma equipe que parecia unir os americanos, ele conseguiu encontrar uma maneira de manchar isso, e aqueles que não gostam dele passaram a gostar dele ainda menos."

Trump e o UFC: refúgio seguro

Zidan acredita que Trump retornará ao UFC, onde é bem recebido. "Sempre que apareceu em um evento esportivo que não era do UFC, recebeu vaias retumbantes. Não é a enorme recepção calorosa que está acostumado a receber no UFC", disse. Trump sediou um evento do UFC na Casa Branca e entende que aquele é seu público perfeito.

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