Cade rejeita pedido de cinemas para intervir na compra da Warner pela Paramount
Cade rejeita intervenção de cinemas na compra da Warner

As associações de cinemas no Brasil sofreram um revés no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) ao tentar interferir na aquisição da Warner Bros. Discovery pela Paramount Skydance. A Federação Nacional de Empresas Exibidoras Cinematográficas (Feneec) e a Associação Brasileira de Exibidores de Cinema (Abraplex) solicitaram o status de "terceiras interessadas" no processo, alegando que a concentração de mercado poderia prejudicar o setor exibidor.

Decisão do Cade

O Cade rejeitou o pedido, considerando que as preocupações apresentadas eram genéricas e desprovidas de evidências concretas que justificassem a participação das entidades como terceiras interessadas. A decisão foi publicada nesta quinta-feira, dia 6 de junho de 2026.

Argumentos das associações

As associações argumentaram que a fusão entre duas grandes produtoras e distribuidoras de conteúdo poderia reduzir a oferta de filmes e aumentar os preços de aluguel de cópias, impactando negativamente os cinemas independentes. No entanto, o Cade entendeu que tais alegações não eram suficientemente específicas para demonstrar um dano direto à concorrência no mercado brasileiro.

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Contexto da transação

A compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount Skydance é uma transação global que está sendo analisada por diversas autoridades antitruste, incluindo a União Europeia. No Brasil, o Cade avalia o impacto da operação no mercado nacional, mas até o momento não identificou riscos concretos que justifiquem a intervenção de terceiros.

Próximos passos

Com a rejeição do pedido, as associações de cinemas não poderão participar ativamente do processo no Cade, mas ainda podem apresentar manifestações por outros meios legais. A decisão final do Cade sobre a operação ainda não tem data prevista.

O mercado de exibição cinematográfica no Brasil vem enfrentando desafios, como a recuperação pós-pandemia e a concorrência com plataformas de streaming. A concentração de estúdios pode ser mais um fator de pressão para os cinemas, que buscam garantir condições justas de negociação.

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