O bilionário italiano Carlo De Benedetti, controlador do grupo financeiro Cir, está de olho na CSN Cimentos, subsidiária da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). A informação foi divulgada pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, e indica que o empresário já teria iniciado conversas preliminares para avaliar uma possível aquisição.
Interesse do Grupo Cir
De acordo com fontes próximas às negociações, o grupo Cir, que já atua no setor de materiais de construção na Itália, vê na CSN Cimentos uma oportunidade estratégica de expandir sua presença no mercado brasileiro. A CSN Cimentos é uma das maiores produtoras de cimento do país, com capacidade instalada de mais de 10 milhões de toneladas por ano.
O negócio, se concretizado, pode envolver valores na casa dos bilhões de reais. A CSN não comentou oficialmente o assunto, mas o mercado já reage com expectativa. Segundo analistas, a venda da unidade de cimentos pode ajudar a CSN a reduzir seu endividamento, que era de aproximadamente R$ 25 bilhões no final de 2025.
Impacto no Setor
A entrada de um grupo estrangeiro de peso como o Cir pode reconfigurar o setor de cimentos no Brasil, atualmente dominado por gigantes como Votorantim Cimentos e InterCement. Carlo De Benedetti, conhecido por sua atuação em diversos setores na Europa, já demonstrou interesse em negócios no Brasil anteriormente, mas esta é a primeira vez que mira especificamente o segmento de cimentos.
"O Brasil representa um mercado promissor para o cimento, especialmente com o aquecimento da construção civil nos próximos anos", afirmou um consultor envolvido nas tratativas, sob condição de anonimato.
Próximos Passos
As conversas ainda estão em estágio inicial, e não há garantia de que um acordo seja fechado. No entanto, a movimentação já chama a atenção de investidores e concorrentes. A CSN, controlada pela família Steinbruch, tem passado por um processo de reestruturação nos últimos anos, focando em suas operações siderúrgicas e de mineração.
O mercado financeiro reagiu positivamente à notícia: as ações da CSN subiram 3,5% na Bolsa de Valores de São Paulo (B3) no pregão seguinte à divulgação do interesse do bilionário italiano.



