Bets superam Shopee e Mercado Livre em acessos no Reclame Aqui em 2025
Bets superam Shopee e Mercado Livre em acessos no Reclame Aqui

O segmento de empresas de apostas online, as bets, registrou 21,2 milhões de acessos no site Reclame Aqui em 2025, superando o volume combinado das sete empresas mais procuradas do Brasil na plataforma, que incluem gigantes como Shopee, Mercado Livre, Nubank e Caixa Econômica Federal. Essas empresas somaram 20,6 milhões de acessos no mesmo período, segundo dados divulgados pelo Reclame Aqui.

Acessos indicam busca por informações sobre reclamações

O CEO do Reclame Aqui, Edu Neves, explicou que o acesso à plataforma indica que o usuário busca detalhes sobre reclamações contra determinadas empresas, seu índice de reputação e os problemas relatados por outros consumidores. “O Reclame Aqui é muito presente quando o usuário está procurando informação sobre legalidade - porque ele está sendo impactado por oferta, por estímulos publicitários, etc - e se ela responde às pessoas caso ele tenha um problema”, afirmou Neves.

Segundo ele, as reclamações focam em questões transacionais, como promoções não cumpridas ou mal informadas, dificuldades com resgate das apostas e problemas de acesso. Ao todo, 670 empresas de apostas online estão cadastradas na plataforma, incluindo aquelas que ainda não são licenciadas.

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Bets ganham destaque durante a Copa do Mundo 2026

As bets voltaram a ganhar destaque durante a Copa do Mundo 2026, com um bombardeio de campanhas publicitárias durante as transmissões dos jogos e nas redes sociais, inclusive com a participação de atletas. Órgãos federais reagiram: a Secretaria Nacional do Consumidor abriu investigações para apurar a veiculação de publicidade na CazéTV, enquanto o Ministério da Fazenda busca regras mais duras para os jogos online.

Reclame Aqui quer educar consumidores e ajudar órgãos reguladores

Para o Reclame Aqui, a ideia é ajudar órgãos reguladores com dados e educar o consumidor. “As casas ilegais sempre pagarão prêmios melhores, porque elas não têm custos de licenciamento nem de impostos. Só que as casas ilegais manipulam os seus algoritmos do jeito que elas quiserem. E aí, o prejuízo vai ser sempre para o consumidor. Eu acho que vai ser um trabalho cultural grande”, completou Edu Neves.

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