A Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) considerou positiva a elevação da mistura de etanol anidro na gasolina de 27% para 30%, aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) em junho. Em nota, a entidade afirmou que a medida reduz a exposição do Brasil ao mercado internacional de combustíveis, além de fortalecer a indústria nacional e gerar empregos.
Impacto na economia e na indústria
De acordo com a Fiemg, o aumento da mistura representa um acréscimo de cerca de 3 bilhões de litros de etanol por ano na demanda, o que equivale a um incremento de aproximadamente 15% na produção atual do biocombustível. A entidade destacou que a decisão do CNPE é estratégica para o país, pois diminui a dependência de derivados de petróleo importados.
"A medida é positiva para o setor sucroenergético e para a economia como um todo, pois reduz a exposição internacional e valoriza a produção nacional", afirmou o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, em comunicado.
Benefícios ambientais e de segurança energética
A Fiemg também ressaltou os benefícios ambientais da maior mistura, já que o etanol é um combustível renovável e menos poluente que a gasolina. A entidade calcula que a elevação da mistura pode evitar a emissão de até 2 milhões de toneladas de CO2 por ano.
Além disso, a federação mineira defende que a medida contribui para a segurança energética nacional, ao reduzir a necessidade de importação de gasolina e outros derivados. Atualmente, o Brasil importa cerca de 20% da gasolina consumida internamente.
Reações do setor produtivo
A decisão do CNPE foi bem recebida por usineiros e produtores de cana-de-açúcar, que esperam aumento na demanda e nos investimentos no setor. A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) também elogiou a medida, destacando que ela gera renda e empregos no campo.
Por outro lado, a Fiemg alerta que é necessário garantir a oferta de etanol e evitar pressões inflacionárias sobre o preço do combustível. A entidade recomenda que o governo monitore o mercado e adote medidas para assegurar o abastecimento, especialmente em períodos de entressafra.



