Apenas 11% das empresas brasileiras estão engajadas com ESG, aponta Anbima
Apenas 11% das empresas brasileiras engajadas com ESG

Mais de duas décadas após a criação do conceito ESG pela Organização das Nações Unidas (ONU), apenas 11% das empresas brasileiras estão verdadeiramente engajadas com práticas ambientais, sociais e de governança. É o que revela uma pesquisa recente da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

Pesquisa da Anbima revela baixo engajamento

O estudo da Anbima aponta que, apesar da crescente discussão sobre sustentabilidade e responsabilidade corporativa, a maioria das instituições ainda não incorporou o ESG em suas estratégias de forma consistente. Apenas 11% se consideram engajadas, o que demonstra um grande potencial de crescimento e também um alerta para o mercado.

Setor automotivo na liderança

Entre os setores analisados, o automotivo se destaca como um dos mais engajados com as práticas ESG. Esse movimento é impulsionado tanto pela pressão do mercado quanto pelas exigências de consumidores e investidores, que buscam cada vez mais empresas comprometidas com a sustentabilidade.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

O setor automotivo tem adotado medidas como redução de emissões, uso de materiais recicláveis e promoção de condições de trabalho justas, o que o coloca à frente de outros segmentos na agenda ESG.

Desafios e oportunidades

A pesquisa da Anbima também destaca os principais desafios para a adoção do ESG no Brasil. Entre eles, estão a falta de conhecimento técnico, a ausência de métricas padronizadas e o custo inicial de implementação. No entanto, especialistas apontam que as empresas que investem em ESG tendem a ter melhor desempenho financeiro no longo prazo, além de maior resiliência a crises.

Para Caique Roberto, especialista em sustentabilidade, o cenário atual representa uma oportunidade para as empresas brasileiras se diferenciarem no mercado. "Aquelas que incorporarem o ESG de forma genuína terão vantagens competitivas significativas", afirma.

O papel dos investidores e consumidores

A pressão por práticas ESG não vem apenas de regulamentações, mas também de investidores e consumidores. Cada vez mais, os investidores buscam empresas com boas notas ESG, enquanto os consumidores preferem marcas que demonstram responsabilidade socioambiental. Esse movimento deve acelerar a adoção do conceito nos próximos anos.

A Anbima conclui que, embora o engajamento ainda seja baixo, a tendência é de crescimento, especialmente se houver incentivos fiscais e regulatórios que facilitem a transição para um modelo de negócios mais sustentável.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar