Andrei Girotto deixa Arábia e avalia propostas de clubes brasileiros
Andrei Girotto deixa Arábia e avalia propostas do Brasil

Após três temporadas no futebol árabe, o zagueiro Andrei Girotto está de saída do Al-Taawoun e avalia propostas para retornar ao Brasil. Em entrevista ao ge, o jogador de 34 anos revelou que tem sondagens de três clubes da Série A do Campeonato Brasileiro, mas preferiu não divulgar os nomes. A decisão sobre o futuro deve ser tomada nos próximos dias.

Férias no Rio Grande do Sul e análise de mercado

Atualmente de férias no Rio Grande do Sul, Girotto divide a rotina entre treinos e momentos com a família, que reside em Bento Gonçalves. O defensor afirma que está analisando com calma todas as possibilidades. “Estou olhando todo o mercado com carinho. Sou jogador de futebol, então vou optar pelo melhor lugar. Estou analisando as situações que têm no Brasil e os contatos da Arábia também. Vou analisar o que é melhor para a minha família e vou decidir em breve”, declarou.

Desempenho na última temporada

Na temporada 2023/24, Girotto atuou em 24 partidas pelo Al-Taawoun e marcou dois gols. Sua última partida foi em 21 de maio, no encerramento do Campeonato Saudita. Além dos clubes brasileiros, duas equipes da Arábia Saudita também demonstraram interesse em contar com o jogador.

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Carreira internacional e passagem pelo Palmeiras

Jogando fora do Brasil desde 2017, Girotto acumula passagens por clubes da França e do Japão. No Brasil, começou no Metropolitano (SC) e depois se destacou no América-MG, até ser contratado pelo Palmeiras, onde conquistou a Copa do Brasil em 2015. “Foi um momento bem marcante para mim. Foi uma passagem rápida, de um ano, mas pude contribuir com alguns momentos importantes. Acho que eu poderia ter feito um pouco mais, pois quando eu cheguei o Oswaldo de Oliveira não me inscreveu no Paulistão, devido ao elenco ter muitos jogadores e por eu estar chegando de uma Série B”, relembrou.

Reconstrução na Chapecoense e mudança de posição na França

O zagueiro também defendeu a Chapecoense em 2017, participando da reconstrução do clube após a tragédia do voo da Chapecoense, que vitimou 71 pessoas. Em seguida, foi para o Nantes, da França, onde viveu um momento crucial na carreira: a mudança de volante para zagueiro. “O treinador gostava de um futebol mais de bola saindo de trás, jogando com uma troca de passes desde a linha defensiva. Então, ele me reposicionou para zagueiro para ter essa saída de jogo. Mas eu sempre pude revezar com o meio-campo, e essa mudança acho que foi bem importante para mim”, comentou.

Título na França e duelos com craques

Pelo Nantes, Girotto disputou mais de 200 jogos e marcou 12 gols, conquistando a Copa da França em 2022, que encerrou um jejum de 21 anos do clube sem títulos. Durante esse período, enfrentou craques como Messi, Neymar e Mbappé, quando atuavam juntos no PSG. “Os três, quando estavam juntos, era difícil. Lembro que eles se procuravam muito dentro de campo, às vezes a gente tentava cortar algum espaço porque a gente sabia que eles se procuravam. Eles tinham uma conexão bem forte, principalmente o Neymar e o Mbappé, que se davam muito bem no começo. Tinha o Messi também, que é muito diferente de todos. Foi um grande aprendizado”, disse.

Evolução do futebol saudita

Defendendo o Al-Taawoun nas últimas três temporadas, Girotto observa uma evolução significativa no futebol saudita. Na liga local, marcou craques como Cristiano Ronaldo e Benzema. “A liga da Arábia teve uma evolução grande. Sempre falo que o campeonato é muito forte agora, porque tem muitos estrangeiros, jogadores de alto nível que vêm da Europa. Isso ajuda você a manter um alto nível de exigência, principalmente os defensores, que jogam contra grandes atacantes”, avaliou.

Raízes gaúchas e futuro indefinido

Nascido em Bento Gonçalves, na serra gaúcha, Girotto começou nas categorias de base do Grêmio e depois foi para o Esportivo, de sua cidade natal, mas nunca jogou profissionalmente por um clube do Rio Grande do Sul. “Sou gaúcho, tenho raízes fortes aqui com a minha família, mas depois que a gente vira profissional, a gente torce para o time que a gente joga. Eu acho que o que eu decidir, seja aqui no Sul ou em qualquer time do Brasil, vou procurar vestir a camisa e torcer para o time que eu estou, torcer dentro de campo”, finalizou.

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