A Amazon anunciou planos ambiciosos para construir uma constelação de até 5.105 satélites em órbita baixa da Terra, visando oferecer serviços de banda larga e telefonia para regiões atualmente sem cobertura adequada. O projeto, batizado de Kuiper, busca competir diretamente com a Starlink, da SpaceX, e outras iniciativas de internet via satélite.
Detalhes da constelação
De acordo com documentos regulatórios apresentados à Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC), a Amazon planeja lançar os satélites em três fases. A primeira etapa prevê 1.200 satélites para começar a oferecer serviços iniciais até 2028. O total de 5.105 satélites representa um aumento significativo em relação aos planos anteriores, que previam cerca de 3.200 unidades.
Os satélites serão posicionados em altitudes que variam de 590 a 630 quilômetros, utilizando bandas de frequência Ka e Ku para transmissão de dados. A Amazon afirma que a constelação será capaz de fornecer velocidades de até 1 Gbps, com latência inferior a 20 milissegundos.
Impacto e concorrência
O anúncio coloca a Amazon em rota de colisão com a Starlink, que já possui mais de 4.000 satélites em operação. Enquanto a Starlink foca em internet de alta velocidade, a Amazon pretende oferecer também serviços de telefonia, inclusive em áreas rurais e remotas dos Estados Unidos e de outros países.
Segundo Jane Smith, porta-voz da Amazon, a iniciativa pode gerar até 10.000 empregos diretos e indiretos na cadeia de produção e lançamento dos satélites. "Estamos comprometidos em conectar comunidades desconectadas e este projeto representa um passo importante nessa direção", afirmou Smith.
Próximos passos
A empresa espera obter aprovação final da FCC até o final deste ano e iniciar os primeiros lançamentos de teste em 2027. A Amazon também planeja investir US$ 10 bilhões no projeto, com parte dos recursos destinados à construção de duas fábricas de satélites em Washington e na Flórida.
Críticos alertam para o aumento do lixo espacial e a possibilidade de interferência com observações astronômicas. A Amazon, no entanto, afirma que os satélites serão projetados para se desintegrar completamente na reentrada na atmosfera e que seguirá as melhores práticas de mitigação de detritos.



