A inteligência artificial tornou-se uma linha recorrente no orçamento das empresas brasileiras. No entanto, para Carlos Guerra Jr., consultor de negócios e fundador da OmniAI, grande parte do investimento atual se traduz no que ele chama de "puxadinho digital": peças soltas que aparentam inteligência, mas custam o dobro do necessário e entregam apenas metade do esperado.
Os sete sinais de alerta
A boa notícia é que existem sete sinais práticos que permitem ao empresário identificar problemas antes de pagar caro por uma solução inadequada. Confira:
1. Falta de integração com sistemas existentes
Se a nova ferramenta de IA não se comunica bem com os softwares já utilizados pela empresa, isso pode gerar retrabalho e custos extras.
2. Resultados inconsistentes ou imprecisos
Quando a IA entrega respostas erradas com frequência, o tempo gasto para corrigir supera os benefícios.
3. Dependência excessiva de fornecedor único
Soluções fechadas que exigem o mesmo provedor para manutenção e upgrades tendem a ter custos mais altos a longo prazo.
4. Escalabilidade limitada
Se o sistema não consegue acompanhar o crescimento da empresa, será necessário substituí-lo precocemente.
5. Ausência de governança de dados
Sem políticas claras de uso e proteção de dados, a empresa fica exposta a riscos legais e operacionais.
6. Treinamento insuficiente da equipe
Ferramentas complexas sem capacitação adequada geram baixa adoção e desperdício de recursos.
7. Falta de métricas claras de retorno
Se não é possível medir o impacto da IA nos resultados do negócio, o investimento pode não se justificar.
Carlos Guerra Jr. alerta que esses sinais são comuns em empresas que optam por soluções de IA mal arquitetadas. Para evitar prejuízos, recomenda-se uma avaliação criteriosa antes da contratação e a busca por consultorias especializadas.



