Seguro de veículos elétricos no Brasil: 69% têm proteção, diz CNSeg
69% dos veículos elétricos no Brasil têm seguro, aponta CNSeg

A expansão da frota de veículos elétricos e híbridos no Brasil tem sido acompanhada por uma elevada contratação de seguros. Quase sete em cada dez veículos eletrificados contam com proteção securitária, taxa mais de duas vezes maior que a média observada na frota nacional de automóveis, de acordo com levantamento da Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg), a partir de dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) com números das companhias do setor.

Proporção de veículos segurados

No primeiro semestre, havia cerca de 950,8 mil de eletrificados em circulação no País, dos quais 656,2 mil tinham seguro. O volume representa uma proporção de 69%, índice 2,5 vezes superior ao verificado na frota nacional como um todo, que tem 27,8% (ou 18,3 milhões) de unidades seguradas. No caso dos modelos totalmente elétricos, 62% dos 374,45 mil veículos são protegidos por apólices.

Crescimento nas vendas de eletrificados

O movimento reflete, em parte, o crescimento no emplacamento de eletrificados no Brasil. Na primeira metade do ano, as vendas de veículos leves eletrificados somaram 215.023 unidades, um avanço de 125% em relação a igual período de 2025, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). No período, 16 em cada 100 automóveis leves vendidos tinham algum tipo de sistema eletrificado.

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Perfil dos compradores ajuda a explicar adesão

Fatores particulares dos elétricos também ajudam a explicar a maior adesão ao seguro. O perfil do comprador é formado por consumidores de renda mais alta, que historicamente têm cultura securitária mais avançada, afirma o presidente da Comissão de Automóvel da Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseg), Jaime Soares. “Há uma correlação forte com o poder aquisitivo das pessoas”, diz.

No geral, os eletrificados são mais caros do que os modelos tradicionais a combustão, em parte por conta da avançada tecnologias embarcadas e das baterias. Por isso, os proprietários tendem a buscar mecanismos que garantam a reposição do patrimônio em caso de perda total, roubo ou furto, explica Soares. Ao mesmo tempo, esses automóveis têm custo de reparo maior, que também impulsiona a demanda por seguro.

Sinistralidade menor em elétricos

Apesar disso, a frequência de aviso de sinistros é entre 5% a 8% menor que nos modelos convencionais. Isso porque esses veículos costumam ter sistemas de assistência ao condutor, como sensor de colisão e, em alguns casos, freio automático. “Por conta dessas tecnologias, a sinistralidade é um pouco menor que nos demais veículos”, comenta Soares.

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