O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, anunciou nesta quarta-feira (13) que o estado, junto com outros 11 estados americanos, entrou com uma ação judicial para bloquear a fusão de US$ 110 bilhões entre a Paramount Global e a Warner Bros. Discovery. O processo, protocolado na Corte Distrital dos EUA para o Distrito Sul de Nova York, alega que o acordo viola as leis antitruste ao reduzir a concorrência no mercado de streaming e na produção de conteúdo.
Detalhes da ação judicial
Além da Califórnia, os estados de Nova York, Illinois, Maryland, Massachusetts, Michigan, Minnesota, Nova Jersey, Oregon, Pensilvânia, Rhode Island e Washington também assinaram a ação. Eles argumentam que a fusão criaria uma empresa com poder excessivo para aumentar preços, reduzir a qualidade dos serviços e sufocar a concorrência de players menores. "Esta fusão prejudicaria os consumidores e os trabalhadores da indústria do entretenimento", afirmou Bonta em comunicado.
O acordo, anunciado em maio de 2026, uniria a Paramount (dona da CBS, Nickelodeon e Paramount+) com a Warner Bros. Discovery (proprietária da HBO, CNN e Warner Bros. Pictures). Juntas, as empresas controlariam cerca de 30% do mercado de streaming nos EUA, segundo estimativas de consultorias citadas no processo.
Impactos na concorrência
A ação destaca que a fusão eliminaria a concorrência direta entre serviços como Paramount+ e Max (da Warner), além de concentrar a produção de filmes e séries. "Quando duas gigantes se fundem, os consumidores perdem opções e pagam mais caro", disse a procuradora-geral de Nova York, Letitia James. O processo pede que a Justiça conceda uma liminar para suspender a fusão até que o caso seja julgado.
As empresas defensoras do acordo, no entanto, afirmam que a fusão é necessária para competir com rivais como Netflix, Disney+ e Amazon Prime Video. Em nota, a Paramount e a Warner Bros. Discovery declararam que "a ação é infundada e vamos defendê-la vigorosamente".
Próximos passos
O caso deve ser analisado pela juíza Denise Cote, da mesma corte que já lidou com disputas antitruste no setor de mídia. Especialistas preveem que o julgamento pode se arrastar por meses, atrasando o fechamento do acordo, previsto para o final de 2026. Se a fusão for bloqueada, seria uma das maiores derrotas para consolidações no setor desde a tentativa da AT&T de comprar a Time Warner em 2018.



