Os contratos de minidólar com vencimento em julho (WDON26) encerraram a última sessão, em 3 de junho, com valorização de 1,03%, alcançando 5.093 pontos. O movimento de alta foi impulsionado pelo fortalecimento da moeda norte-americana no mercado internacional, após novos episódios de tensão envolvendo Estados Unidos e Irã. O aumento das incertezas geopolíticas no Oriente Médio reduziu o apetite por risco entre os investidores, que buscaram ativos considerados mais seguros, beneficiando o dólar frente a diversas moedas emergentes.
Contexto doméstico e internacional
No Brasil, o mercado também reagiu à nova ameaça tarifária dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, ampliando a cautela dos investidores. Para os traders de dólar, o foco permanece nos desdobramentos geopolíticos, nas relações comerciais entre Brasil e EUA e nos movimentos da moeda americana no cenário global. Esses fatores continuam sustentando a volatilidade do câmbio no curto prazo.
Análise técnica: gráfico de 15 minutos
No gráfico de 15 minutos, o minidólar encerrou a última sessão com alta expressiva, retomando o fluxo comprador após períodos de pressão vendedora. Embora tenha perdido força no final do pregão, o saldo foi amplamente positivo, refletindo o predomínio dos compradores durante grande parte da sessão. Para que esse movimento tenha continuidade, será essencial a entrada de novo volume comprador capaz de romper a região de resistência entre 5.104 e 5.115,5 pontos. Caso isso ocorra, o contrato poderá avançar em direção às próximas barreiras em 5.124/5.140 pontos, com alvo mais amplo na faixa de 5.155/5.165 pontos.
Por outro lado, se houver realização de lucros, a primeira região de suporte relevante está entre 5.091 e 5.069 pontos. A perda desse patamar pode ampliar a correção em direção a 5.056/5.044 pontos, com alvo posterior em 5.034/5.029 pontos.
Perspectiva no gráfico diário
No gráfico diário, o mercado ainda se encontra dentro de uma tendência principal de baixa, embora a recuperação recente tenha melhorado significativamente o aspecto técnico de curto prazo. O ativo permanece negociando acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, fator que sustenta a tentativa de reação compradora. Para confirmar uma recuperação mais consistente, será necessário superar a região de 5.139,5/5.165 pontos. Acima desse intervalo, o mercado pode buscar objetivos mais longos em 5.220 pontos e 5.238,5 pontos.
Pelo lado vendedor, a perda da região de suporte em 5.029/5.000 pontos pode devolver força ao movimento de baixa, abrindo espaço para testes em 4.946 pontos e, posteriormente, em 4.876 pontos. O Índice de Força Relativa (IFR) de 14 períodos encerrou em 52,34 pontos, permanecendo em zona neutra e indicando equilíbrio entre compradores e vendedores.
Análise no gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, o minidólar voltou a negociar acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, reforçando o viés positivo de curto prazo. A recuperação recente melhora a estrutura gráfica, mas ainda exige rompimentos importantes para consolidar uma mudança mais significativa de direção. Para que a alta tenha continuidade, será necessário superar inicialmente a faixa de resistência em 5.115,5/5.124 pontos. Caso o rompimento seja confirmado, os próximos objetivos passam a ser 5.140/5.188 pontos, com potencial de extensão para 5.220 pontos e, posteriormente, 5.240 pontos.
Por outro lado, uma retomada da pressão vendedora dependerá da perda dos suportes em 5.091/5.068 pontos. Se esse movimento ocorrer, o contrato pode acelerar as quedas em direção à região de 5.034/5.029 pontos. Abaixo desse patamar, os próximos alvos ficam em 5.001/4.959 pontos, com projeção mais ampla para 4.946 pontos.
Rodrigo Paz é analista técnico.



