O Ibovespa opera em queda nesta terça-feira, em linha com o mau humor dos mercados internacionais. O principal índice da bolsa brasileira recuava 0,8% por volta das 11h, aos 128.500 pontos, pressionado pelo desempenho negativo de Wall Street e pela desvalorização das commodities.
Petrobras e Vale pressionam índice
As ações da Petrobras (PETR4) recuavam 1,2%, acompanhando a queda do petróleo no mercado internacional. O barril do tipo Brent caía 1,5%, para US$ 84,50. Já a Vale (VALE3) registrava baixa de 0,9%, em meio à desvalorização do minério de ferro na China.
Entre os papéis de maior peso, Itaú (ITUB4) e Bradesco (BBDC4) também operavam no vermelho, com quedas de 0,5% e 0,7%, respectivamente.
Exterior negativo contamina apetite por risco
Nos Estados Unidos, os índices futuros operavam em baixa, com o Dow Jones caindo 0,3%, o S&P 500 recuando 0,4% e o Nasdaq desvalorizando 0,6%. O movimento reflete preocupações com a política monetária do Federal Reserve e a desaceleração da economia global.
Na Europa, as bolsas também fechavam em queda, com o índice Stoxx 600 recuando 0,5%. O mercado digere dados de inflação e expectativas de novos aumentos de juros.
Dólar e juros sobem
No mercado de câmbio, o dólar comercial subia 0,4%, cotado a R$ 5,05. Os juros futuros também avançavam, com o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 subindo para 13,65% ao ano.
A alta do dólar e dos juros ocorre em meio à aversão ao risco global e à expectativa pela ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que será divulgada na quinta-feira. O mercado busca sinais sobre o futuro da taxa Selic, atualmente em 14,25% ao ano.
Destaques corporativos
No noticiário corporativo, a MRV (MRVE3) anunciou a venda de dois empreendimentos nos Estados Unidos por US$ 139 milhões. As ações da construtora subiam 1,5% com a notícia.
Já a Azevedo & Travassos (AZZA3), que aprovou grupamento de ações na proporção de 20 para 1, registrava alta de 3% após atingir mínima histórica na véspera.



