Ex-presidente do BC alerta que inflação baixa pode derreter ganhos das NTN-Bs
Ex-presidente do BC alerta sobre NTN-Bs com inflação baixa

Um ex-presidente do Banco Central alertou que a inflação persistentemente baixa pode derreter os ganhos reais das NTN-Bs, títulos públicos indexados à inflação. O aviso surge em um cenário de juros elevados e incertezas no mercado internacional, com o Federal Reserve (Fed) sinalizando manutenção das taxas e o petróleo Brent disparando 7% para US$ 90 após ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, ao Irã.

O alerta sobre as NTN-Bs

Segundo o ex-presidente do BC, a inflação baixa reduz o rendimento real das NTN-Bs, que pagam a variação do IPCA mais um juro prefixado. Com a inflação corrente abaixo das expectativas, os investidores podem ver o retorno real encolher. Ele destacou que, embora a inflação controlada seja positiva para a economia, os detentores desses títulos precisam reavaliar suas carteiras. A declaração ecoa preocupações do mercado, que já observa uma migração para outros ativos, como papéis prefixados ou fundos imobiliários.

Fed mantém juros em meio a dados mistos

O Federal Reserve deve manter a taxa de juros inalterada na reunião do FOMC, apesar de dados econômicos mistos e volatilidade no preço do petróleo. A decisão, amplamente esperada, vem acompanhada de um tom cauteloso sobre a inflação e o crescimento. “O Fed está no modo esperar para ver”, afirmou um analista do mercado financeiro. O dólar pode se fortalecer amanhã, dependendo do comunicado, o que pressionaria ainda mais os ativos brasileiros.

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Petróleo dispara com ameaça de Trump ao Irã

O petróleo Brent subiu 7% e atingiu US$ 90 o barril após o presidente Trump prometer uma resposta a um ataque surpresa do Irã. A escalada das tensões no Oriente Médio elevou o prêmio de risco, impactando commodities e moedas emergentes. A Petrobras, que registrou produção recorde no trimestre, pode se beneficiar, mas o cenário externo pesa sobre o Ibovespa.

Outros destaques do mercado

O Santander Brasil decepcionou com provisões altas e receitas fracas, levando a ação a cair mais de 6%. A Aegea aprovou aumento de capital com possível aporte de R$ 1,5 bilhão da Itaúsa. No setor imobiliário, a Allos (ALOS3) mantém vantagem dos shoppings diante da concorrência online impulsionada por IA. A Anvisa aprovou cinco novas canetas para tratamento da obesidade, ampliando as opções terapêuticas. O programa Desenrola foi prorrogado até 31 de agosto, conforme confirmado pelo secretário Durigan.

Perspectivas para investidores

Com a inflação baixa e juros altos, especialistas recomendam cautela com NTN-Bs e maior diversificação. A renda fixa prefixada e os fundos imobiliários podem ser alternativas. O mercado de BDRs ganha espaço como via de acesso a ETFs estrangeiros. A consolidação de FIIs da Inter avança, com ITIP11 e INRD11 no centro. O cenário político também influencia: pesquisa Quaest mostra Tarcísio liderando contra Haddad em São Paulo, enquanto Bolsonaro enfrenta pressão do STF sobre vídeo e possível volta à prisão.

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