Entenda o que faz o dólar subir ou cair: tensões geopolíticas e inflação dos EUA
Entenda o que faz o dólar subir ou cair: tensões e inflação

O dólar abriu a sessão desta quarta-feira (10) em alta, registrando um avanço de 0,23% por volta das 9h, cotado a R$ 5,1895. As negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h. Após um leve alívio na véspera, as tensões no Oriente Médio voltaram a pressionar os mercados financeiros.

Contexto geopolítico e impacto nos mercados

Além dos contínuos ataques de Israel contra o Líbano, o presidente americano, Donald Trump, acusou o Irã de derrubar um helicóptero americano no Estreito de Ormuz e afirmou que os Estados Unidos vão responder à ofensiva. Trump chamou o Irã de "valentão do Oriente Médio" e declarou que o país agora terá que "pagar o preço" por não ter aceitado um acordo de paz.

Em meio às crescentes tensões, os preços do petróleo voltaram a subir no mercado internacional. Perto das 8h40, o barril do Brent, referência internacional, subia 0,80%, cotado a US$ 92,18. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos Estados Unidos, avançava 1,18%, cotado a US$ 89,24 o barril.

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Indicadores econômicos e expectativas

Na agenda de indicadores, o foco dos investidores está nos novos dados de inflação dos EUA. O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) americano é visto como um dos dados preferidos do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) em suas decisões de juros. Os dados aumentam a expectativa pela Superquarta da próxima semana, quando tanto o Fed quanto o Banco Central brasileiro se reunirão para decidir sobre o futuro dos juros básicos de seus respectivos países. Essa será a primeira reunião do BC americano com o novo presidente da instituição, Kevin Warsh.

Desempenho do dólar e do Ibovespa

  • Dólar: Acumulado da semana: +0,41%; Acumulado do mês: +2,68%; Acumulado do ano: -5,67%.
  • Ibovespa: Acumulado da semana: -0,46%; Acumulado do mês: -2,29%; Acumulado do ano: +5,39%.

Novos embates entre EUA e Irã aumentam cautela

A escalada das tensões no Oriente Médio volta a preocupar os mercados financeiros nesta quarta-feira. Na véspera, Trump acusou o Irã de derrubar um helicóptero americano perto do Estreito de Ormuz e afirmou que os EUA "precisarão responder" ao ataque iraniano. Uma autoridade militar dos EUA disse ao site norte-americano Axios que um drone iraniano atingiu o helicóptero, causando a queda. A investigação sobre o incidente ainda não determinou se o ataque do drone contra o Apache foi intencional.

O presidente americano vinha tentando buscar um acordo de paz no Oriente Médio e chegou a advertir Israel para que não retomasse a guerra contra o Irã. Na segunda-feira, Trump disse que um acordo estaria na "fase final" e poderia levar mais "dois ou três dias". O discurso de Trump, no entanto, mudou. Nesta quarta-feira, o presidente americano chamou o Irã de "valentão do Oriente Médio" e afirmou que o país agora terá que "pagar o preço" por não ter aceitado um acordo de paz.

Em um post na rede Truth Social, Trump voltou a dizer que as Forças Armadas iranianas estão destruídas e ameaçou: "As Forças Armadas do Irã são um completo caos. Grande parte delas, como a Marinha e a Força Aérea, sequer existe mais – foram completamente derrotadas. O Irã só fala e não age. O valentão do Oriente Médio está MORTO!!! Demoraram demais para negociar um acordo que teria sido ótimo para eles, agora terão que pagar o preço!!!" Pouco depois da declaração, o presidente dos EUA também deu uma entrevista à emissora americana Fox News, onde anunciou estar perto de ordenar novos ataques contra usinas de energia e pontes do Irã.

Mercados globais

Em meio às tensões no Oriente Médio e à espera da próxima reunião de juros do Banco Central Europeu (BCE), as bolsas europeias operavam em queda. Entre os principais índices da região, o DAX, da Alemanha, tinha queda de 1,16% perto das 9h. Já o CAC-40, da França, caía 0,78% e o FTSE 100, do Reino Unido, tinha perdas de 0,72%.

Na Ásia, as ações da China e de Hong Kong fecharam em queda, acompanhando uma onda de vendas generalizada nos mercados asiáticos. O CSI300 recuou 1,1%, enquanto o Hang Seng caiu 0,6%. No Japão, o Nikkei perdeu 1,89%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, registrou uma desvalorização de 4,52%.

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Com a volatilidade nos mercados, investidores devem ficar atentos aos desdobramentos geopolíticos e aos próximos indicadores econômicos, que podem influenciar as decisões de política monetária nos EUA e no Brasil.