O ministro da Fazenda, Dario Durigan, intensificou sua articulação no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar barrar o avanço de pautas de alto impacto fiscal no Congresso Nacional. Em meio a dificuldades de articulação política no Legislativo, o ministro tem mantido conversas com integrantes da Corte para evitar que propostas consideradas populistas avancem sem avaliação orçamentária adequada.
Diálogo com ministros do STF
Durigan conversou recentemente com os ministros Edson Fachin, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes. O diálogo com o decano da Corte, Gilmar Mendes, foi visto como um bom sinal, especialmente após manifestações públicas do magistrado nas redes sociais. O principal tema tratado foi a renegociação das dívidas rurais, proposta que tramita no Congresso sem estimativas claras de impacto orçamentário.
Relação tensa com o Senado
A relação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, está abalada, o que complica ainda mais as articulações do governo. A falta de alinhamento tem dificultado a aprovação de medidas importantes e aberto espaço para pautas-bomba, que podem desequilibrar as contas públicas.
O governo busca evitar o avanço de propostas que aumentem os gastos sem contrapartida, especialmente em um momento de ajuste fiscal. A estratégia de Durigan é fortalecer o diálogo com o Judiciário para conter iniciativas legislativas que possam comprometer a meta fiscal.
Pressão no Legislativo
Apesar dos esforços, o governo enfrenta forte pressão no Congresso. Parlamentares de diferentes partidos têm apresentado projetos que, se aprovados, elevariam os gastos públicos. A articulação política segue como principal desafio para a equipe econômica, que tenta equilibrar as demandas políticas com a responsabilidade fiscal.
O ministro da Fazenda deve continuar as conversas com outros ministros do STF nas próximas semanas, na tentativa de construir uma base de apoio jurídico que impeça a aprovação de medidas de alto impacto sem o devido planejamento orçamentário.



