A Federação Francesa de Futebol anunciou oficialmente Zinédine Zidane como novo técnico da seleção francesa, encerrando um período de cinco anos de inatividade do ex-jogador e ex-técnico do Real Madrid. Zidane assume o cargo após a saída de Didier Deschamps, que comandou a França na Copa do Mundo de 2026 e deixou o cargo com um legado de conquistas. O contrato de Zidane prevê um ciclo até a Copa do Mundo de 2030, com estreia marcada para setembro na Liga das Nações.
O legado de Deschamps e a transição
Didier Deschamps, que esteve à frente da seleção francesa desde 2012, liderou a equipe a conquistas históricas, incluindo o título da Copa do Mundo de 2018 e a Liga das Nações de 2021. Sob seu comando, a França também foi vice-campeã mundial em 2022 e alcançou as quartas de final em 2026. Em sua despedida, Deschamps expressou gratidão: "Deixo o cargo com orgulho e memórias inesquecíveis, confiante de que a seleção está em boas mãos." A transição foi planejada para ocorrer sem rupturas, com a federação optando por um nome de peso para dar continuidade ao trabalho.
Zidane: a volta de um ídolo
Zinédine Zidane, campeão mundial como jogador em 1998 e como técnico tricampeão da Champions League com o Real Madrid (2016, 2017, 2018), retorna ao futebol após mais de cinco anos afastado. Sua última experiência no banco foi em 2021, quando deixou o clube espanhol. Agora, ele assume o desafio de renovar a seleção francesa, que conta com uma nova geração de talentos. "É uma honra voltar para casa. Farei tudo para levar a França ao topo novamente", declarou Zidane em seu primeiro pronunciamento como técnico.
Ciclo rumo a 2030
O foco principal de Zidane é a Copa do Mundo de 2030, que será sediada por Marrocos, Portugal e Espanha. O planejamento inclui uma série de amistosos e a participação na Liga das Nações a partir de setembro. A federação espera que a experiência de Zidane em competições de alto nível ajude a França a se manter entre as potências do futebol mundial. O primeiro desafio do novo técnico será a partida contra a Itália, no dia 5 de setembro, válida pela fase de grupos da competição europeia.
Reações e expectativas
A escolha de Zidane foi amplamente elogiada pela imprensa e por ex-jogadores. Muitos destacam sua capacidade de gerenciar estrelas e sua visão tática apurada. O presidente da federação, Philippe Diallo, afirmou: "Zidane é o homem certo para liderar este novo ciclo. Sua história com a seleção e seus feitos como técnico falam por si." A torcida francesa, por sua vez, demonstra entusiasmo nas redes sociais, mas também cobra resultados imediatos. Com a Copa de 2030 no horizonte, Zidane terá quatro anos para moldar o time ideal e buscar o hexacampeonato mundial.



