Dólar sobe com tensões no Oriente Médio e ataques no Estreito de Ormuz
Dólar sobe com tensões no Oriente Médio e ataques

O dólar abriu a sessão desta quarta-feira (8) em alta, com avanço de 0,57% perto das 9h, cotado a R$ 5,1818. A movimentação ocorre enquanto investidores monitoram de perto as tensões no Oriente Médio, que se intensificaram após novos ataques a navios comerciais e um petroleiro no Estreito de Ormuz. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, inicia as negociações às 10h.

Tensões no Oriente Médio dominam o noticiário

Na segunda-feira (6), dois navios comerciais e um petroleiro foram atingidos por mísseis na região do Estreito de Ormuz, segundo a agência marítima britânica UKMTO. De acordo com o site americano Axios, o bombardeio foi realizado pelo Irã. Em resposta, os Estados Unidos atacaram mais de 80 alvos militares no país. Os ataques reacenderam dúvidas sobre a efetividade do cessar-fogo acordado entre Washington e Teerã e aumentam os temores de uma nova interrupção no tráfego pelo estreito, o que pode impactar os preços do petróleo.

Reunião da Otan e tarifaço nos EUA

A reunião da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), iniciada nesta terça-feira (7) em Ancara, na Turquia, também está no radar dos mercados. O encontro ocorre em meio a discussões entre os membros da aliança, enquanto a Ucrânia cobra mais apoio para conter o avanço militar da Rússia. Além disso, os desdobramentos do tarifaço seguem em foco. No início do mês, grandes empresas como Tesla, Coca-Cola, Nestlé e eBay manifestaram-se contra as tarifas impostas pelo governo americano ao Brasil, alertando para impactos negativos na competitividade, nas cadeias de suprimentos e no bolso dos consumidores dos EUA caso as barreiras sejam adotadas.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Expectativa pela ata do Fed e IPCA no Brasil

Investidores aguardam a ata da última reunião de juros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve (Fed), prevista para ser divulgada nesta quarta-feira (8). O documento deve conter comentários sobre a política de juros americana sob a gestão do novo banqueiro central dos EUA, Kevin Warsh. No Brasil, as atenções se voltam para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho, previsto para sexta-feira (10). A expectativa é de desaceleração, puxada principalmente pelo arrefecimento dos preços de alimentos.

Desempenho do dólar e do Ibovespa

O dólar apresenta os seguintes acumulados: na semana, -0,31%; no mês, -0,21%; no ano, -6,13%. Já o Ibovespa acumula na semana -1,18%; no mês, +0,00%; e no ano, +6,76%.

Novos ataques no Estreito de Ormuz elevam petróleo

O cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã voltou a ser questionado após dois navios comerciais e um petroleiro serem atingidos por mísseis no Estreito de Ormuz na segunda-feira (6). “Um petroleiro informou ter sido atingido por um projétil desconhecido no lado de bombordo, o que provocou um incêndio, enquanto navegava em direção ao sul”, escreveu a UKMTO em comunicado. O incidente levanta preocupações sobre novas retaliações dos EUA e uma possível interrupção no tráfego pelo estreito, por onde passa cerca de 20% de todo o comércio mundial de petróleo. Nesta terça-feira (7), o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, criticou o presidente americano Donald Trump e afirmou que não haverá mais negociações de paz a menos que o líder americano cesse suas ameaças de reiniciar a guerra. Segundo Araqchi, as declarações violam os termos do memorando de entendimento alcançado no mês passado para suspender a guerra. Perto das 16h10, o barril do Brent, referência internacional, operava em alta de 4,32%, cotado a US$ 75,10. O West Texas Intermediate (WTI), referência dos EUA, avançava 4,27%, a US$ 71,48 o barril. Apesar dos ganhos, os preços do petróleo seguem abaixo dos períodos mais críticos da guerra.

Mercados globais em queda

Na Ásia, a maioria das bolsas fechou em queda, puxadas por empresas do setor imobiliário e com investidores aguardando a ata do Fed. O CSI 300, que reúne as maiores companhias de Xangai e Shenzhen, caiu 1,03%; o índice de Xangai (SSEC) perdeu 1,26%. No Japão, o Nikkei recuou 2,12%; o Kospi, da Coreia do Sul, teve desvalorização de 4,91%; e o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,51%. As informações são da agência de notícias Reuters.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar