Dólar sobe 0,17% com tarifaço de Trump e tensões no Oriente Médio
Dólar sobe com tarifaço de Trump e tensões no Oriente Médio

O dólar abriu a sessão desta quarta-feira (22) em alta, com um avanço de 0,17% perto das 9h, cotado a R$ 5,0816. Investidores avaliam o novo tarifaço imposto pelo presidente americano, Donald Trump, e aguardam novos resultados corporativos. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

Tarifa de 25% sobre produtos brasileiros entra em vigor

A nova taxa adicional de 25% imposta por Trump sobre produtos brasileiros fica no radar nesta quarta-feira. A tarifa entrou em vigor ontem e a expectativa é que uma nova alíquota, entre 10% e 12,5%, seja anunciada em breve para cerca de 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil. A medida também coloca pressão sobre o governo brasileiro, que ainda conversa com empresários dos setores afetados e avalia como reagir à taxação.

Tensões no Oriente Médio elevam petróleo

Além disso, o conflito no Oriente Médio e o número cada vez menor de embarcações que conseguem cruzar o Estreito de Ormuz também seguem no radar. Apesar de mediadores terem pedido um cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã para a realização de negociações, os ataques continuam. As tensões continuam a se refletir nos preços do petróleo, em meio a temores de uma interrupção na oferta global da commodity. Perto das 9h, o barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 4,41%, cotado a US$ 95,02. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, subia 4,07% no mesmo horário, cotado a US$ 87,77 por barril.

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Indicadores do dólar e do Ibovespa

Confira os acumulados do dólar: na semana, -0,75%; no mês, -1,74%; no ano, -7,57%. Já o Ibovespa acumula na semana -0,22%; no mês, +0,76%; e no ano, +7,57%.

Detalhes do tarifaço

A tarifa adicional de 25% dos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao país entra em vigor nesta quarta-feira (22). A medida foi anunciada após uma investigação do governo Donald Trump concluir que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os EUA. Entre os exemplos citados estão o sistema de pagamentos PIX e a regulação de plataformas digitais. As justificativas foram amplamente contestadas pelo governo brasileiro, que considera a medida uma tentativa de interferência em temas internos e considerados inegociáveis. A avaliação em Brasília é de que a tarifa tem motivação política. A nova taxa deixa de fora uma extensa lista de produtos, incluindo petróleo, café e carne bovina. Por outro lado, setores como etanol, máquinas agrícolas e papel serão afetados pela medida.

Escalada dos ataques entre EUA e Irã

Na madrugada desta quarta, pelo horário iraniano, os EUA atacaram alvos iranianos pela 11ª noite consecutiva. Segundo as forças americanas, os bombardeios atingiram centros de comando, sistemas de defesa aérea, lançadores de mísseis e drones do Irã. Moradores de Teerã relataram explosões. Outras foram registradas nas cidades de Chabahar, Konarak e Bushehr, onde fica a única usina nuclear do Irã. Antes, o Irã havia atacado instalações militares dos EUA no Bahrein, no Kuwait e na Jordânia. Além disso, um petroleiro foi atingido no Estreito de Ormuz, na entrada do Golfo. O Irã também afirmou ter atingido infraestrutura da Amazon no Bahrein, onde a empresa americana mantém um centro regional de dados. A companhia não comentou. Ainda na terça-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que poderá atacar "muito em breve" a montanha de Pickaxe, próxima à instalação nuclear de Natanz. A montanha abriga uma rede de túneis subterrâneos onde especialistas acreditam que o Irã mantenha parte da infraestrutura usada no enriquecimento de urânio. Em resposta, o comando militar iraniano afirmou que vai atacar investimentos dos Estados Unidos e de países aliados caso instalações nucleares iranianas sejam bombardeadas. Segundo um funcionário do Ministério da Saúde iraniano, 50 civis morreram e 500 ficaram feridos nos recentes ataques norte-americanos. Já os EUA confirmaram a morte de 18 militares desde o início da guerra. A escalada das tensões volta a trazer preocupações sobre o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte global de petróleo.

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Bolsas globais em queda

Na Ásia, as ações chinesas fecharam em queda nesta quarta-feira, mais uma vez lideradas pelos setores de chips e tecnologia, conforme investidores realizaram lucros após a sessão anterior ter registrado a maior alta em três meses. O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 0,46%, enquanto o índice composto de Xangai, o SSEC, teve alta de 0,07%. Entre as demais bolsas da região, o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,95%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, teve valorização de 0,74% e o Nikkei, do Japão, recuou 0,18%. *Com informações da agência de notícias Reuters.