Ouro cai 3,6% e atinge menor valor desde novembro de 2025 com tensões EUA-Irã
Ouro cai 3,6% e atinge menor valor desde novembro de 2025

O ouro encerrou em queda forte nesta quarta-feira, 10, atingindo o menor valor desde novembro de 2025, em meio a uma nova rodada de ataques entre os Estados Unidos e o Irã, que mantém as tensões elevadas na região e deixa incerto o futuro das negociações. O mercado avaliou os impactos desse cenário, juntamente com os dados de inflação dos EUA, para a política monetária americana.

Desempenho dos metais preciosos

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto encerrou em queda de 3,6%, a US$ 4.133,3 por onça-troy, enquanto a prata para julho recuou 0,8%, a US$ 64,740 por onça-troy.

Em queda desde o início da manhã, diante dos ataques americanos contra o Irã na noite de terça-feira, 9, o ouro acelerou as perdas no começo da tarde, batendo a mínima desde novembro de 2025, em US$ 4.129,6. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que vai voltar a atacar o Irã nesta quarta, declarando que tem o direito de continuar com a ofensiva.

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Fatores que pressionam o ouro

Em meio às incertezas, contudo, o ouro não consegue atrair uma demanda sustentada por ativos de segurança. Na avaliação da Phillip Nova, a movimentação ocorre diante das preocupações inflacionárias, juntamente com um dólar mais forte e preços do petróleo em alta, que pesam sobre o sentimento do ativo.

De uma perspectiva técnica, a corretora afirma que a queda do ouro abaixo da média móvel de 200 dias representa um movimento bearish. Na mesma linha, o MUFG avalia que a baixa levou a novas vendas por parte dos investidores: “o metal precioso está agora cerca de 20% abaixo de seu nível pré-conflito, com pressão de venda adicional surgindo depois que os preços caíram abaixo de importantes níveis de suporte técnico”.

Impacto dos dados de inflação

Nos Estados Unidos, o índice de preços ao consumidor (CPI) avançou em linha com o esperado, atingindo 4,2% na comparação anual no mês de maio. Os números não modificaram a expectativa do mercado para altas nas taxas de juros entre outubro e dezembro deste ano, como mostra a ferramenta FedWatch do CME Group.

A combinação de tensões geopolíticas, inflação persistente e expectativas de aperto monetário continua a pressionar o ouro, que perdeu o status de porto seguro no curto prazo. Investidores monitoram de perto os próximos passos dos EUA e do Irã, bem como os indicadores econômicos que possam influenciar a política do Federal Reserve.

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