Polícia fecha barracão que adulterava suplementos e leite em pó
Polícia fecha barracão que adulterava suplementos e leite

A Polícia Civil fechou um barracão clandestino em São João da Boa Vista (SP) que adulterava suplementos alimentares e leite em pó vencidos, na terça-feira (23). Bruno Missaci Antunes foi preso em flagrante por crime contra a saúde pública. Os produtos recebiam novas etiquetas com datas de validade falsificadas.

Investigação e flagrante

A investigação começou após denúncias sobre a atividade irregular no imóvel, localizado no Jardim Dona Terezinha. Policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) foram ao local e encontraram indícios da fraude já na área externa, onde havia uma caçamba cheia de embalagens vazias de suplementos alimentares.

Dentro do galpão, os policiais encontraram uma estrutura montada para a adulteração. Segundo o delegado Jorge Luis Ciacco Mazzi, suplementos do tipo whey protein e leite em pó com prazo de validade vencido eram retirados das embalagens originais, reensacados e recebiam novos rótulos com datas alteradas.

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Apreensões e depoimentos

Os policiais apreenderam diversos paletes de mercadorias, rolos de etiquetas adulteradas escondidos em um armário de cozinha, embalagens novas e o celular do responsável. Além de Bruno, outros seis funcionários foram ouvidos e afirmaram que apenas cumpriam ordens, dizendo não ter conhecimento da ilegalidade do esquema.

“Ainda não conseguimos apurar como era dado o destino a essas mercadorias após alterada a validade. O aparelho celular apreendido será analisado, buscando com isso apurar como eram adquiridas essas mercadorias vencidas e qual o destino seria dado a elas”, disse o delegado ao g1.

Perícia e interdição

A Polícia Científica foi acionada para realizar a perícia no local. A Vigilância Sanitária interditou e lacrou o barracão. Bruno foi levado para a cadeia da cidade e deve passar por audiência de custódia nesta quarta-feira (24).

Defesa do preso

O advogado Fábio Henrique Fernandes, que defende Bruno, afirmou que a empresa possui todas as licenças exigidas em lei para o funcionamento das atividades. Segundo ele, a destinação dos produtos seria para uso em subprodutos de origem animal.

“Durante a abordagem policial não se consegue abordar nem justificar todos os pontos relevantes, pois os policiais simplesmente mandam dirigir as justificativas ao juiz, de modo que a defesa será preparada para demonstrar em Juízo a correção das atividades a seu tempo e modo”, afirmou o defensor.

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