O Bitcoin encerrou o primeiro semestre de 2025 como o pior investimento entre as principais classes de ativos, com queda acumulada de 12%. O desempenho contrasta com a alta de 18% do Ibovespa e a valorização de 5% do dólar no mesmo período.
Três razões para o mau desempenho
De acordo com analistas do mercado financeiro, três fatores principais explicam a performance negativa do Bitcoin. O primeiro é o aperto regulatório global, com países como Estados Unidos e União Europeia endurecendo as regras para exchanges e transações com criptomoedas. O segundo fator é a alta dos juros nos Estados Unidos, que torna ativos de risco menos atrativos. Por fim, a concorrência de novas criptomoedas e a migração de investidores para ativos tradicionais também pesaram.
“O Bitcoin sofreu com a aversão ao risco e a falta de catalisadores positivos”, afirmou João Pedro, analista de criptomoedas da XP Investimentos. “Enquanto o mercado espera por estímulos, o ativo perdeu espaço.”
O que esperar para o segundo semestre
Apesar do cenário negativo, alguns especialistas veem potencial de recuperação. A redução pela metade (halving) prevista para 2026 pode impulsionar o preço, além de possíveis cortes de juros pelo Federal Reserve. No entanto, a volatilidade deve continuar alta.
A XP Investimentos reduziu a projeção do Ibovespa para 200 mil pontos, mas manteve otimismo em relação a ações de empresas com dividendos consistentes. Para o Bitcoin, a recomendação é cautela: “O investidor deve diversificar e não concentrar em criptomoedas neste momento”, orienta a analista Maria Silva, do Banco do Brasil.



